A contagem decrescente para o NOS Alive ganha velocidade. Da nossa parte fazemos o trabalho de casa e, estando o festival esgotado e dada a natureza da sua dimensão, propomo-nos a sublinhar cinco concertos de cada um dos dias.

Tal como fizemos para o primeiro dia, não vamos fugir aos nomes grandes, mas há claro mais para descobrir noutros palcos do recinto do festival que se realiza de 12 a 14 de Julho no Passeio Marítimo de Algés. Repetimos: não é um roteiro, nem sequer uma aproximação, mas apenas cinco concertos a considerar – neste caso para o segundo dia do festival, sexta-feira, 13 de Julho.

#01 Queens Of The Stone Age

De segredo do desert rock a supergrupo foram poucos anos, mas os QOTSA de hoje em dia estão sonicamente distantes daqueles primeiros discos mais sujos e carregados de faixas orientadas às guitarras. Josh Homme hoje lidera uma armada veterana de rock que se dança, como no novo disco Villains, ou que se deixa reflectir, como no anterior …Like Clockwork, mas o que é certo é que a banda não perde o fulgor que a tornou famosa. Mas o facto de ter um som nitidamente mais límpido e cristalino em estúdio não implica que a sua força seja demovida em palco, pois os temas de Songs For The Deaf ou Lullabies To Paralyze continuam presentes no alinhamento e conjugam bem com a roupagem mais crua que as novas faixas assumem ao vivo.

#02 Yo La Tengo

Talvez não seja a escolha mais óbvia para muitos dos visitantes do festival, mas perante Ira Kaplan, Georgia Hubley e James McNew a fazer a sua primeira digressão europeia desde o lançamento do último álbum de estúdio, Stuff Like That There de 2015, a matemática faz-se sozinha. São uma das mais apreciadas e respeitadas bandas norte-americanas do movimento indie e em mais de três décadas de carreira reúnem mais de duas dúzias de discos e trazem-nos agora o novo There’s A Riot Going On. Sabem o que é ter uma banda de culto? O NOS Alive diz “Yo La Tengo”.

#03 The National

Depois de esgotar o Coliseu de Lisboa em Outubro último, restou desde logo conhecer a data do próximo encontro dos The National com o público português, com quem vai mantendo uma relação estreita há já mais de uma década. Banda de rock consagrada pelo público e pela imprensa em geral, chegam a Algés neste segundo dia do festival para nova apresentação do seu sétimo disco, Sleep Well Beast, que conjugado com icónicos temas do passado prometem uma interpretação musical única. A isso estamos habituados dos The National e em festival não costuma ser diferente.

#04 Japandroids

No meio de vários tubarões do rock da actualidade, arriscamos dizer que são os mais “discretos” Japandroids que darão o concerto mais carregado de decibéis. A dupla de canadianos arranca cedo no Palco Sagres, um pouco antes das 18h, mas é certo que os temas de Near To The Wild Heart Of Life vão funcionar como toque de chamada para os que (devem) chegar mais cedo. Nós avisámos!

#05 Future Islands

Se ao rock faltar ainda mais pé de dança, os Future Islands são os reis dessa arte. Não do rock, mas da dança. A música em si passa por um híbrido de new wave e synthpop orelhuda que muito bebe dos 80’s. Samuel T. Herring, homem que acreditamos que possa levar todo e qualquer prémio de incansável frontman, será o habitual coreógrafo para as faixas do mais recente álbum, The Far Field, a ser apresentado num palco que já os conhece e que os viu brilhar.

Entre outros confirmados para este segundo dia estão nomes como Black Rebel Motorcycle Club, The Kooks, CHVRCHES, Eels, Portugal. The Man e Two Door Cinema Club, citando apenas alguns. O cartaz completo pode ser consultado, aqui.

Autor: Nuno Bernardo

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