Depois de termos dado as nossas sugestões para o primeiro e para o segundo dia, fazemo-lo agora para o terceiro e último dia do NOS Primavera Sound 2018 de forma a antecipar o festival.

Trabalho de casa feito agora para o dia 9 de Junho, o sábado, que terminará com chave de ouro o festival que já tem os seus passes gerais esgotados. São apenas cinco sugestões que consideramos obrigatórias dado o cenário do extenso cartaz, sem deixar de mencionar outros concertos no final do artigo.

#01 Nick Cave & The Bad Seeds

Cabeça-de-cartaz e provavelmente o nome maior desta edição do NOS Primavera Sound, Nick Cave (na foto) é encarado como um clássico artista moderno. Ao longo dos seus quarenta anos de carreira deslinhou o punk selvagem, tornou-se numa espécie de crooner romântico de alma negra e todas essas transformações fizeram dele uma estrela do rock. Mas com o mais recente disco, Skeleton Tree de 2016, Nick Cave desce das estrelas para ser humano: um trabalho de luto que desafia emocionalmente o australiano a interpretá-lo em palco.

#02 Arca

Alejandro Ghersi é um verdadeiro espírito-livre. Faz electrónica pouco convencional e despe-se da música tradicional da sua Venezuela para se exceder na sua expressão. A sua pop estranha choca de saia e chicote e carrega um simbolismo queer associado ao exercício de estilo que faz através do seu álbum homónimo, lançado em 2017. Isto ao mesmo tempo que é  um dos produtores mais requisitados do momento, tendo já no currículo colaborações com Björk, FKA twigs ou Kelela.

#03 Nils Frahm

Uma das propostas mais extravagantes desta edição do NOS Primavera Sound acaba por se render ao (neo-)classicismo da música. O alemão Nils Frahm conduz texturas alicerçadas em pianos e sintetizadores para desenvolver um lugar espaço-temporal que, agora com o novo álbum All Melody, se submete ao mesmo tempo ao ambient improvisado e à dança desmedida através de cadência de arpeggios.

#04 Wolf Parade

Uma das coisas a que este festival nos habituou foi à destreza de nos trazer nomes regressados de longos hiatos. Os Wolf Parade pausaram a sua carreira em 2011, mas a família canadiana do rock alternativo vê renascer um dos seus entes queridos. Têm novo disco editado pela Sub Pop no ano passado, Cry Cry Cry, e serão uma das bandas em cartaz mais propensas a rasgar guitarradas.

#05 Mogwai

De regresso ao Porto por onde passaram há quatro anos, os escoceses Mogwai trazem-nos o seu nono álbum da carreira. Every Country’s Sun é o novo lance de um percurso distinto no que toca às menções do post-rock, admirando ainda as suas habilidades em evocar escapes sonoros sobre diferentes telas: conseguem gelar a luz e são igualmente capazes de colorir a escuridão.

Certo que as nossas sugestões são só cinco, mas ao longo do dia 9 de Junho o Parque da Cidade do Porto vai ainda receber outros nomes a destacar, como Kelela, The War On Drugs, Jay Som, Vagabon, Public Service Broadcasting e Talaboman, entre outros.

Autor: Nuno Bernardo

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