Estamos oficialmente a menos de um mês do NOS Primavera Sound 2018. A acontecer nos dias 7, 8 e 9 de Junho no verde Parque da Cidade do Porto, o festival sabe já que contará com casa cheia graças aos passes gerais já entretanto esgotados, restando agora bilhetes diários.

Como estamos em época de countdown e este é um daqueles festivais em que, havendo quantidade e qualidade em abundância nos seus palcos, nos deve uma cuidada antevisão diária. Não nos propomos a desenhar um roteiro nem nada que se pareça, mas dos muitos nomes em cada dia do festival vão haver sempre cinco que valem o selo de obrigatórios. Para já lançamos o prognóstico do primeiro dia do festival, 7 de Junho, quinta-feira.

#01 Lorde

Em Melodrama, disco que editou no ano passado pela Universal e apenas o segundo da sua carreira, a neo-zelandesa assume já o estatuto de referência da alternativa pop da nova geração. Uma artista transparente e humana, sem espaço para cinismo, e que não tem problemas em escrever sobre o que a assusta aos 21 anos – lidar com a fama e com a desilusão amorosa. Não é só no contexto do festival que o nome de Lorde é essencial.

#02 The Twilight Sad

Campeões escoceses do pós-punk melódico, tocando as reverberações de pós-rock e shoegaze aqui e aculá, os The Twilight Sad de James Graham e Andy MacFarlane só parecem ter chegado ao cartaz para suplantar o cancelamento de Alex Fahey. Portanto parece que realmente há males que vêm por bem, abrindo a Primavera à melancolia fria já múltiplas vezes elogiada e aprovada por Robert Smith.

#03 Waxahatchee

Da secção de músicos que se dedicam à escrita da canções rock, Katie Crutchfield regressa ao norte de Portugal com o projecto Waxahatchee para apresentar o mais recente Out In The Storm. Trata-se do quarto disco de uma carreira que pisca o olho ao grunge e ao emo, mas que se foca maioritariamente no indie tempestuoso. Que mal há nisso?

#04 Tyler, the Creator

A foto de capa do artigo não foi por acaso, porque uma das (muitas) tendências do NOS Primavera Sound 2018 cai sobre o novo hiphop. Não é o “mumble trap” de outras lides, mas também não é inteiramente bebop clássico: Tyler, the Creator é um espírito livre de fúria, angústia e de rimas pontiagudas. Destacou-se no colectivo Odd Future, mas é a solo que tem ganho o espaço e aclamação transversal que merece. A estreia em Portugal está prestes a acontecer.

#05 Father John Misty

Existem poucas carreiras tão prolíficas e mediáticas como a de Josh Tillman. Depois de um percurso a solo em nome próprio, foi baterista de Fleet Foxes e entregou-se finalmente à persona que é o pregador Father John Misty. A atenção de que os seus discos são alvo (e daqui a umas semanas há mais um novo, God’s Favorite Costumer) só é ultrapassada pelo seu estatuto de verdadeiro performer sempre que sobe a um palco. No Porto não será diferente.

Entre outros confirmados para este primeiro dia estão nomes como Jamie xx, Ezra Furman, Motor City Drum Ensemble, Fogo Fogo e Moullinex. O cartaz completo pode ser consultado, aqui.

Autor: Nuno Bernardo

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