Tudo agora. Todo ahora. Tout maintenant. Tutto ora. Alles jetzt. Ima subete. Everything Now. Os Arcade Fire chegam esta segunda-feira, 23 de Abril, para apresentar a sua escala global evidenciada em Everything Now, o seu quinto álbum de originais. Abraçando um conceito de marca comercial, este disco é o expoente pop dos canadianos que se transformam num produto para se consumir no momento. Por inteiro, na hora.

Alargando a vista à carreira da banda, parecem já longínquos os tempos em que se assumiram como um “amor de verão” em Paredes de Coura, em 2005. Fez-se história, tal como se fez com o lançamento de Funeral, a estreia em 2004 que modificou a cara da música alternativa recente.

Volvidos alguns concertos em solo português e novos discos, os Arcade Fire assumem-se hoje em dia como uma das grandes bandas deste século. Já escreveram um livro sagrado do indie (Neon Bible, 2007), já nos deram uma folk cinematográfica dos subúrbios (The Suburbs, 2010) e até já fizeram um exercício de reflexão nos 80s e na world music (Reflektor, 2013), mas é agora com o disco menos bem recebido pela crítica ao longo da carreira que os canadianos preenchem as maiores arenas americanas e europeias.

O regresso a solo português em nome próprio acontece finalmente esta segunda-feira, quatro meses antes do “amor de verão” ganhar novo episódio em Coura. Primeiro há Lisboa, um Campo Pequeno esgotadíssimo para ver uma banda que é tudo, agora.

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