Esta semana a brasileira Liniker apresenta-se em nome próprio em solo português, cerca de cinco meses depois da sua estreia no Vodafone Mexefest. A sua carreira é recente, mas é dada à potência que a música brasileira abriga: talento, atrevimento e coragem.

Recrutou uma série de amigos – Rafael Barone (baixo), Péricles Zuanon (bateria), William Zaharanszki (guitarra), Márcio Bortoloti (trompete) e Renata Éssis (voz) – que resultou num conjunto apelidado de Caramelows, sobretudo por serem “caras” que são “mellow”. Dessa colaboração deu-se a conhecer Cru, um EP de 2015, e finalmente Remonta, o álbum de estreia, lançado em 2016. Consecutivamente, “Zero” tornou-se um hit de revelação.

A sua figura “meio Carmen Miranda, meio Ney Matogrosso” abre o livro sobre a queerness de Liniker, que tem trilhado um caminho singular de afirmação, agarrando-se reinvenção da canção brasileira influenciada por Gal Costa, Caetano Veloso ou Gilberto Gil.

Liniker e os Caramelows actuam então em Lisboa no próximo sábado, 7 de Abril, no renovado Cine-Teatro Capitólio. No domingo é a vez do Teatro das Figuras, em Faro.

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