É já este mês que a capital irá receber mais uma edição do Rescaldo, um festival inteiramente dedicado ao que melhor se faz musicalmente no nosso país. A realizar-se no Auditório da Culturgest e no Panteão Nacional, entre os dias 16 e 24 de Fevereiro, o festival será o palco perfeito para aqueles que têm praticado um som aventureiro e ousado nestes últimos meses.

Nomes como Maria Rocha, a violinista e violetista que explora as virtuosidades da música electroacústica com o seu projecto Beetroot, e o trio composto por Diana Combo, Rafael Toral e Pedro Centeno, que apresentarão Mínimo de Obstrução II, a segunda parte de um projecto criado no ano passado, subirão ao palco do pequeno auditório da Culturgest no dia 16 de Fevereiro. No dia seguinte, e ainda no mesmo espaço, subirá ao palco Joana Guerra, violoncelista e cantora bem conhecida do público, que aproveitará o momento para revisitar Cavalos Vapor, registo que editara em 2016. A segunda parte desta noite ficará entregue a Harmonies, um dos mais originais projectos da cena musical portuguesa, protagonizado por Joana Gama, Luís Fernandes e Ricardo Jacinto. E já que falamos em Joana Gama, a mesma estará no Panteão Nacional no dia 18, onde, a solo, interpretará obras de Morton Feldman, Erik Satie e John Cage.

Após uma pausa semanal, o Rescaldo regressa na sexta-feira seguinte, mais propriamente no dia 23, onde Vitor Rua, um dos fundadores dos míticos GNR, subirá ao palco da Garagem Culturgest com as arrojadas composições do seu mais recente disco, Do Androids Dream of Electric Guitars?, na companhia dos seus The Metaphysical Angels, colectivo que junta nomes consagrados como Nuno Reis, Paulo Galão, Hernâni Faustino, Luís San Payo e Manuel Guimarães. Na mesma noite, haverá ainda Citizen:Kane & Hobo, de Marco Guerra e Zé Diogo, que irão apresentar o seu trabalho reunido no disco Lo Fi Expeditions, e ainda MMMOOONNNOOO e Quim Albergaria, uma das mais fortes combinações de 2017 que junta Daniel Neves, vencedor do Red Bull Music Academy de Tóquio, com Joaquim Albergaria, uma das figuras mais importantes da música nacional, não fosse ele membro de bandas como Paus e The Vicious Five.

Para terminar, no dia 24 e também na Garagem Culturgest, estará o projecto EITR, que une o giradisquista Pedro Lopes ao saxofone de Pedro Sousa, fará as honras da casa, acompanhados pelo imparável baterista Gabriel Ferrandini. De seguida chega-nos Afonso Arrepia Ferreira, um dos músicos e agentes culturais de uma novíssima geração de agitadores na capital, que actuará sob a fachada Farwarmth, projecto inquietante de electrónica paisagista. O encerramento da noite, e do festival, dar-se-á com uma calorosa e inédita colaboração entre os 10 000 Russos e Jonathan Uliel Saldanha, duas entidades absolutamente incontornáveis que têm marcado a cena contemporânea do Porto.

Os bilhetes para os concertos a serem realizados no palco da Culturgest valem 6 euros, valendo os do Panteão Nacional 4 euros. Para mais informações sobre os mesmos e onde os adquirir poderão consultar o site do festival, aqui.

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