Foi na arena taurina do Campo Pequeno que os fãs da banda Royal Blood puderam sentir o seu sangue correr, naquela que foi a segunda visita em nome próprio da banda de Brighton em solo nacional.

Na noite de rock de 28 de Outubro, a cortesia esteve a cabo dos Black Honey, que tocaram para o público que chegava durante a primeira meia-hora. No entanto, a aguardada lide esteve a cabo do duo britânico que tinha já demonstrado os seus dotes num concerto semelhante na edição deste ano do NOS Alive, desta vez com (ainda) mais entrega. A destacar: alguma diferença no público, podiam-se observar várias faixas etárias, danças dos mais variados tipos e sentidos, bem como diversas t-shirts com referencias não só de RB mas, e em larga escala, a Guns N’ Roses.

Dois círculos na plateia formavam-se em mosh, progredindo ao longo de cada música, preparando-se conforme as batidas mais suadas que emergiam das mãos de Mike Kerr, nas variadas cordas de baixo, e Ben Tatchter, montado na bateria, culminando num brilhante show de garage rock. Difícil será escolher qual o maior sucesso desde meninos, já que num concerto repleto de fãs, qualquer acorde pode parecer funcionar. Percorreram “How Did We Get So Dark?”, título também da sua tour e tema homónimo do novo álbum, “Lights Out” e “I Only Lie When I Love You”, fazendo o público das bancadas levantar-se.

Terminaram a atuação partilhando a bateria, com Mike pegando numa baqueta, após o encore de duas faixas com “Ten Tonne Skeleton” e “Out Of The Black”. Fecho semelhante à anterior visita em Algés, em Julho último, mas foi certamente uma cerimónia indolor – somente rock, suor e saudade.

Texto: Ana Margarida Dâmaso

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