Falta apenas uma semana para mais uma edição do SonicBlast, esse belo festival que leva a Moledo do Minho uma mistura de sol, praia, piscina, skate, surf e fuzz. É portanto hora de passarmos a pente fino tudo o que nos é prometido para aquela que é a sétima edição do festival, a se realizar nos dias 11 e 12 de Agosto no Centro Cultural de Moledo.

Comecemos portanto pelo habitual dia 0, que se fará sentir em dois bares à beira praia, quase lado a lado, para que não seja preciso caminhar muito e se possa guardar a energia para o aquecimento em si. Desta forma, às 17h00 teremos no Paredão 476 os concertos de Jesus the Snake e Chaos Ritual, que darão as boas vindas aos presentes com uma boa dose de psicadelismo e muito fumo. Seguindo um pouco acima para o Ruivo’s Bar – e com o jantar já bem digerido – haverá concerto de Desert Mammooth e Mr. Mojo a partir das 23h00, que pela noite dentro farão soar aquilo que será ouvido e sentido durante o restante festival. E a metafórica cereja no topo do bolo, é a entrada para ambos os concertos neste dia ser inteiramente gratuita. Pensem nisto como uma pequena antevisão do que seguirá.

Passando para aquele que será o verdadeiro primeiro dia do festival e mergulhando logo de cabeça para o Palco Piscina, o duo Bar de Monjas dará início às festividades, rapidamente seguidos pelo trio Holy Mushroom, numa junção de força e barulho que não deixará ninguém indiferente. Destaque ainda para It Was The Elf, que carregam o seu rock construído na Serra da Estrela e assim demonstrado no seu álbum de estreia, Fire Green. Uma autêntica chuva de pedras da qual ninguém se poderá salvar. E por falar em chuvas de pedras, que tal a seguinte combinação: Stone Dead a mostrarem-nos como são os bons rapazes do género, seguidos pelo rock desértico dos Black Bombaim. Soa bem?

Ainda no mesmo dia e já de volta a terra firme, os israelitas The Great Machine levarão o seu amor aos que assim o quiserem receber no Palco Principal, com os The Well a arrematar o sentimento pouco depois com o seu Pagan Science. As primeiras viagens da noite, no entanto, far-se-ão com os Yuri Gagarin, que nos levarão aos cantos mais sombrios do cosmos e lá nos deixarão perdidos até podermos ser “resgatados” pelos Kikagaku Moyo, que nos farão voar de volta ao chão, completamente rendidos aos seus “padrões geométricos”. E quando pensarmos que o pior já passou, o peso monolítico dos Monolord prometerá devastar tudo e todos. E com um novo álbum prestes a sair cá para fora, não se espera outra coisa. Aqueles que ainda se conseguirem levantar bem que podem pensar duas vezes, pois o estrago que os Monolord não fizeram, os Elder farão. Pela primeira vez em Portugal e acabados de editar o seu quarto registo, Reflections of a Floating World, o trio norte-americano apresentar-se-á em Moledo com toda a força do mundo. Mas não se preocupem: depois de tanta devastação seguida, haverá tempo para nos recompormos ao som do improviso hipnótico dos The Cosmic Dead. E para aqueles que se recusarem a ir para a cama tão cedo, haverá after party no Ruivo’s Bar a partir das 03h00 com Isabel Maria.

 Já no dia 12 – e com a energia recarregada depois do almoço -, voltamos a molhar o pé na piscina ao som de algo como o Stoned-Psychedelic-Punk-Rock-Mood-Thing dos Ana Paris, seguidos pelos mexicanos Vinnum Sabbathi que nos farão voltar ao espaço. Destaque ainda para os Löbo, que regressaram ao activo no ano passado com o álbum Älma, que se irá fazer ouvir em todo o Centro Cultural. Nota rápida ainda para os Blaak Heat e as suas influências árabes, assim como para os belgas Toxic Shock, que prometem a criação de um mosh pit na piscina e ainda os seus vizinhos holandeses Death Alley, que fecharão o Palco Piscina nesta sétima edição. Mas quem quiser sempre pode ficar por lá mais um tempinho se assim o desejar.

Numa última visita ao Palco Principal, os Sasquatch irão aquecer o ambiente com as suas influências sabáticas, seguidos pelo power trio holandês The Machine, que prometem trazer os primeiros confrontos fora de água. Os lendários doomsters Acid King farão sentir a sua presença pouco depois, eles que procuram o “centro de tudo” através de viagens alucinogénias. Um regresso há muito esperado e que deixará largos sorrisos na boca de muita gente. Outra pequena grande surpresa e também algo há muito esperado, é a estreia absoluta em solo nacional dos Colour Haze que, com In Her Garden ainda fresquinho nos ouvidos, nos embalarão com os seus tons mais calmos e encantadores, uma calma antes da tempestade que é Orange Goblin, possivelmente o grande nome de destaque de toda esta edição, não querendo claro desfazer o mérito de todas as outras bandas. Com um novo álbum em preparação, os ingleses irão despejar os seus últimos cartuchos connosco antes de voltarem para a solidão do estúdio para um longo e doloroso processo de composição. Por fim, teremos o supergrupo Dead Witches, projecto que conta com a presença de Mark Greening (ex-Electric Wizard e With The Dead) e de Virginia Monti (Psychedelic Witchcraft), que levará o lado mais ritualista do doom até nós. Haverá melhor maneira de terminar um festival? Quem não concordar sempre poderá passar pelo Ruivo’s Bar para o segundo after, desta vez com DJ Fitz, igualmente a partir das 03h00.

Numa nota final, relembramos que os bilhetes gerais valem 55 euros, valendo os passes diários 28 euros. Ambos podem ser adquiridos em toda a rede BOL ou no próprio festival.

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