Está à porta a 11ª edição do NOS Alive, festival que se alojou no Passeio Marítimo de Algés e se projectou para o mundo. Este ano  de 6 a 8 de Julho e garante, como tem sido habitual ao longo do seu trajecto, vários nomes grandes do rock e da pop misturados com as novas tendências alternativas. A receita foi tal aprimorada que nunca o festival havia esgotado na sua totalidade com a antecedência deste ano – não há, mesmo, bilhetes diários nem passes gerais à venda nos locais oficiais.

Portanto coloquemos as ideias em prática. Quem tem o passe na mão e antecipa cada vez mais a chegada deste NOS Alive, nós não facilitamos: fazemos crescer (ainda) mais água na boca e metemos na mesa das sugestões uma dezena de concertos para ver nesta edição. Mas há tantos e as escolhas variam sempre muito de pessoa para pessoa: o programa completo pode ser consultado, aqui, mas não deixamos de dar o nosso empurrão abaixo.

#01 Depeche Mode

Claro, Depeche Mode. Pelo legado, pela influência e pelo constante estado de emergência sonora, o trio britânico viu passar por eles várias metamorfoses da música eléctronica. Reencontram-se com o state of the art a cada disco num espectro só seu e a prova disso é o novo Spirit, sucessor de uma boa linha de discos lançados já neste século, para apresentar em Algés como grande fecho do Palco NOS desta edição.

#02 The Avalanches

Num campo completamente distinto, os australianos The Avalanches são uma espécie singular na leitura da eléctronica. No currículo estão apenas dois discos, mas uma enorme aclamação pela estreia, Since I Left You de 2000. Volvidos dezasseis anos foi lançado Wildflower, uma segunda obra-prima à paciência do sampling. Dançar pós-Depeche Mode? Sim e com um dos mais aplaudidos regressos dos últimos anos.

#03 Parov Stelar

Dançar também é com o austríaco Parov Stelar. Marcus Füreder, de seu nome original, passou pelo festival em 2014 para colmatar o cancelamento de Chromeo, mas depressa se percebeu a substituição poderá ter saído melhor que a encomenda. Desta vez como primeira escolha e o novo The Burning Spider, a única certeza é que o electroswing irá finalmente ter uma casa pronta para o acolher.

#04 The Weeknd

Abel Tesfaye, The Weeknd nisto da música, correspondeu as suspeitas de boom logo no seu primeiro disco. Para trás de Beauty Behind The Madness ficaram alguns dos seus melhores registos, divididos por três mixtapes evolutivas, e é certo que este The Weeknd é diferente daquele que o Porto viu numa primeira edição do festival Primavera Sound. Carrega consigo a responsabilidade de um dos nomes maiores da pop e fechará o Palco NOS no dia inaugural com a apresentação do seu novo Starboy.

#05 Royal Blood

Também projectados para o topo em tempo recorde, o duo britânico Royal Blood chega a Portugal já com um segundo disco editado, How Did We Get So Dark?, e prepara-se para fazer mexer os mais sedentos de rock e de distorção, numa espécie de aperitivo para os que aguardam Foo Fighters no dia seguinte.

#06 Local Natives

Com uma competente primeira trilogia de discos, os californianos Local Natives conquistaram as atenções pelo seu indie frio e reconfortante. À estreia Gorilla Manor (2009) e a Hummingbird (2013) somaram-lhe Sunlit Youth e agora um regresso desejado a Portugal a um festival que já conhecem.

#07 Foo Fighters

Um dos pilares deste line-up responde por Foo Fighters. Dave Grohl e companhia regressam ao mesmo festival que os acolheu na última passagem por cá, anterior a um hiato entretanto interrompido. Para nos actualizar o estado da situação há que rebuscar temas de Sonic Highways e, ao mesmo tempo, antecipar Concrete and Gold, com data de lançamento marcada para Setembro que vem. A esses temas é juntar-lhe os clássicos da banda e a fome de rock. Tudo certo.

#08 Bonobo

Que o primeiro dia anda de mãos dadas com a electrónica e a pop não é mentira. Mas não deixamos passar despercebida a presença de um live set de Bonobo, que junta o melhor desses dois mundos num dos primeiros discos entusiasmantes deste 2017. Migration foi lançado em Janeiro e conta com as participações de Jon Hopkins, Nick Murphy e Rhye, entre outros.

#09 The Kills

E se o primeiro dia é electrónica e pop, o segundo não envergonha o selo do rock. A acrescentar mais uns graus de distorção e a dar nova prova que os duos mistos podem ser incríveis, os The Kills colocam em Algés os temas do novo Ash & Ice sem esquecer o anterior Blood Pressures, de onde saltam alguns dos mais reconhecidos singles de Alison Mosshart e Jamie Hince.

#10 Savages

Na faceta mais feminina a décima escolha poderia cair nas Savages ou nas Warpaint. Caiu para as primeiras por causa de Adore, discaço lançado no ano passado, e pela força robusta que este toma em palco pela voz de Jehnny Beth, pela guitarra de Gemma Thompson, pelo baixo de Ayse Hassan e pela bateria de Fay Milton. Girl power.

Autor: Nuno Bernardo

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