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Dez concertos para ver no Resurrection Fest 2017

Voltamos a pedir “emprestado” o galego Resurrection Fest na nossa rota de festivais. Faz, de uma forma já inegável, parte do caminho festivaleiro para os portugueses amantes de música extrema, que encontram cada vez mais na Galiza uma meca do metal, do punk e do hardcore sem precisar de viajar até ao centro da Europa. É já mesmo aqui na nossa vizinha Espanha.

O line-up gigante goza de várias dezenas de nomes que seriam destaque em solo português. Os atractivos desta edição não são apenas nomes que têm estado distantes de Portugal (evidenciado pelas nossas dez escolhas em baixo), mas são as cerejas no topo de um bolo delicioso.

O Resurrection Fest decorre de 5 a 8 de Julho no Campo de Futbol de Celeiro, em Viveiro. O cartaz completo, já com horários e distribuição por palcos, pode ser consultado, aqui. Na mesma página poderão ser recordadas as edições anteriores do festival.

#01 Rammstein

Se há local onde os Rammstein são destaque, é num palco. Seja este em Portugal, Espanha, Alemanha ou noutro planeta, é em palco que a mística explícita dos germânicos ganha força explosiva, alicerçada nos riffs poderosos de Richard Z. Kruspe e Paul Landers, podendo mostrar a vários milhares de fãs que a sexualidade não é taboo para homens de negro. O espectáculo neste Resurrection Fest é de data única na Península Ibérica este ano, pelo que se trata de uma oportunidade única para os fãs portugueses verem a banda alemã… pelo menos até 2018. Isto tudo numa altura em que Liebe ist für alle da é já um álbum com oito anos e um sucessor ainda não tem data de lançamento. Portanto mais Rammstein só mesmo ao vivo.

#02 Anthrax

Um dos quatro Big Four do thrash metal da Bay Area, ao lado de Metallica, Slayer e Megadeth, tem de ser destaque também – ainda que com um concerto em Corroios uns dias antes. Os Anthrax de Scott Ian são indubitavelmente um dos nomes maiores do metal norte-americano e contam desde 2010 com o seu vocalista de referência, Joey Belladonna, à frente do palco. Ocasião perfeita para encontrar com fãs espanhóis e portugueses os clássicos de Spreading The Disease e Among The Living misturados com o mais recente For All Kings, de 2016. Especialmente se formos «apanhados num mosh».

#03 Mastodon

Ah, os Mastodon. Ainda há dias deram um excelente concerto em Lisboa que pediu uma sala melhor. Solução? Ir até ao Resurrection Fest para os ver em espaço aberto e com condições de reproduzir os seus riffs melómanos e, de certa forma, matemáticos. Agora com Emperor Of Sand, disco que os aproxima da forma dos primeiros discos, a ligação com Blood Mountain ficou mais estreita numa altura em que este já ultrapassa a marca dos dez anos e não tem sido esquecido nos alinhamentos das digressões da banda.

#04 Suicidal Tendencies

Também com data em solo português nesta tour, os Suicidal Tendencies chegam ao Resurrection Fest com World Gone Mad, o segundo disco desta “vida nova” dos norte-americanos e que pode inclusivamente ser o último da sua carreira. Agora sem Thundercat no baixo mas com Dave Lombardo na bateria (haverá banda do crossover thrash com mais all-stars na sua formação ao longo da história?), a pancada promete ser incendiada em várias frentes do festival galego.

#05 Enter Shikari

Há quantos anos não passam os Enter Shikari por Portugal? Talvez ainda se contem os anos com os dedos de uma mão, mas é tempo suficiente para certos fãs darem o salto “lá fora” para assistir ao concerto de uma banda que desde o início da sua carreira apostaram em aumentar as fronteiras do post-hardcore. O último disco a dar esse passo foi The Mindsweep, editado há já dois anos.

#06 Arch Enemy

Originalmente uma superbanda de death metal melódico formada por Michael Ammott, de Carcass, e Johan Liiva, gradualmente se tornou numa banda liderada pelo primeiro – especialmente quando o segundo foi substituído por Angela Gossow na voz em 2000. Mas desde 2014 que se pode voltar a falar em superbanda: Gossow tornou-se manager da banda e abriu portas à voz de Alissa White-Gluz, dos The Agonist, e a Ammott passou a contar com o virtuoso Jeff Loomis ao seu lado nas guitarras. Dois dos mais incríveis guitarristas de metal juntos numa banda? Arch Enemy é a resposta e a prova há-de ser Will To Power, o primeiro disco com esta formação que agora se mostra em palco.

#07 Sepultura

Na noite de abertura do Resurrection Fest as honras maiores vão para um ícone maior do metal sul americano. Sepultura podem até ser um nome recorrente nos palcos portugueses (e espanhóis, claro), mas o estatuto de obrigatoriedade prevalece sempre que surgem a um festival com tantos outros nomes que são referências num género e, neste caso, também num continente. O esforço mais recente, Machine Messiah, é considerado por parte da crítica como o melhor disco destes Sepultura desde a saída de Max Cavalera. A prova pode ser feita ao vivo.

#08 Warbringer

De “velhos” para “novos”, a bandeira do thrash metal americano pode vir a ser passada para bandas como Warbringer, uma banda que tem resistido a diversas alterações na formação com John Kevill a ser o único pilar desta edificação. Velocidade e brutalidade, palavras de ordem desde a estreia War Withoud End até ao mais recente Woe To The Vanquished, editado este ano pela Napalm Records.

#09 Alcest

Para contra-balançar a velocidade e a violência induzida de certas “sugestões” desta lista, há os franceses Alcest. Oscilando entre as sonoridades mais melódicas e feéricas do shoegaze e o tremolo picking típico do black metal, Neige e Winterhalter têm em Kodama a sua abordagem inovadora inspirada na cultura japonesa e em Princess Mononoke, fita de animação de Hayao Miyazaki.

#10 Animals As Leaders

A banda mais distante de Portugal de todas as desta lista é Animals As Leaders. Banda de um “líder animal” Tosin Abasi na guitarra que encontrou em Javier Reyes o seu companheiro de loucuras ideal – Animals As Leaders é tão louco como poderia ser quando se junta djent e fusões de jazz para um corpo estranho de metal progressivo quase impossível de decifrar as suas batidas por minuto. Um fenómeno da inovação com metal à mistura e que ainda não conhece um palco português.

Autor: Nuno Bernardo
Escolhas: João Vinagre

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