Sophie Hutchings é, sentada ao piano, uma figura bastante marcante. As suas composições traduzem a manifestação de um universo bastante variado de elegantes melodias e de momentos urgentes equilibrados na beleza da fragilidade. Essa densidade da composição clássica – ou neoclássica, como se preferir nisto da nomenclatura específica – é um pêndulo entre notas emotivas e ambientes sombrios, por vezes acompanhados a violino e violoncelo na expansão dos seus horizontes.

Mas é esse piano e é essa Sophie, frequentemente comparada a nomes como Michael Nyman, Dustin O’Halloran ou Nils Frahm, que se vão apresentar a Portugal no final desta semana em dois ambientes bastante próprios a invocar uma sinergia convincente. Primeiro será no sábado, 29 de Abril, na livraria Ler Devagar, no interior da LX Factory em Lisboa, pelas 19 horas com a primeira parte de /Lucas (que é metade de Medeiros/Lucas). No dia seguinte actua no Museu de Leiria pelas 17 horas num concerto limitado a 100 pessoas.

Imperdível? Yonder, novo disco, diz que sim. Mas isso já a brilhante estreia Becalmed (2010), seguida de Night Sky (2012) e Wide Asleep (2014), fazia antever.

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