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Vem aí o IndieLisboa com muita música dentro

Aproxima-se o festival IndieLisboa, dedicado ao cinema, mas sempre com um espaço na programação para a música. E não só para a música no formato de fita, mas sim para o já habitual concerto na festa de antecipação do festival. Este ano cabe aos Pop Dell’Arte (na foto) actuar nas Catacumbas do Liceu Camões, banda liderada por João Peste. E a verdade é que é nome tão capaz de proporcionar essa antecipação pela forma como, ao longo do seu percurso, tem estilhaçado qualquer tradicionalismo. Têm uma formação renovada e convocaram Ricardo Martins para a bateria, estando de regresso à estrada e com foco no mais recente Contra Mundum, que continua a servir de alimento para os seus concertos e para os fãs, já habituados à durabilidade das fornadas destes Pop Dell’Arte.

O concerto está marcado já para o próximo dia 21 de Abril, pelas 23 horas, seguindo-se Gandambiente pela noite dentro, DJ set dos alter-egos de Joaquim Albergaria e Hélio Morais, donos da bateria-siamesa de PAUS.

Para a décima quarta edição do IndieLisboa há então catorze documentários na programação final do IndieMusic, propondo diversas viagens e visitas musicais ao longo do festival. À cabeça estão os documentários Eat That Question: Frank Zappa in His Own Words, de Thorsten Schütte, que narra na primeira pessoa a história do mítico músico; Tony Conrad: Completely in the Present, de Tyler Hubby, que prova a relevância da obra do “padrinho” dos Velvet Underground e o seu impacto actual; e ainda The Man from Mo’Wax, de Matthew Jones, que faz o percurso de vida de James Lavelle, nome maior do triphop e fundador da editora Mo’Wax e da banda UNKLE, mostrando ainda DJ Shadow, 3D (dos Massive Attack), Futura, Ian Brown, Grandmaster Flesh e Josh Homme.

Não menos relevantes são Where You’re Meant to Be de Paul Fegan e Liberation Day de Morten Traavik e Ugis Olte, com o primeiro a revelar o processo criativo de Aidan Moffat (dos Arab Strap) e o segundo a acompanhar a primeira banda de rock ocidental, os eslovenos Laibach, a actuar na Coreia do Norte. Shot! The Psycho-Spiritual Mantra of Rock, de Barnaby Clay, levanta o véu sobre a história de Mick Rock e o seu trabalho fotográfico que encontrou David Bowie, Syd Barrett, Blondie, Queen, Lou Reed ou Iggy Pop na sua lente e Revolution Of Sound. Tangerine Dream, de Margarete Kreuzer, faz tributo à revolucionária banda alemã.

Espaço ainda para Twerkumentary, de Diana Manfredi, que detalha o caminho que transformou o twerk num passo de dança de expressão global; A Story of Sahel Sounds, de Neopan Kollektiv, guia-se pelos desertos do Níger para explorar o impacto da tecnologia na disseminação da música tuareg com Mdou Moctar em destaque; Tokyo Idols, de Kyoko Miyake, atira-se ao choque cultural ao retratar o fenómeno japonês das idol girls, raparigas da pop de modos colegiais que enchem salas de espectáculo pelo país fora. A programação inclui ainda Oasis: Supersonic, de Mat Whitecross, que visita a história da banda britânica, e Bunch of Kunst, de Christine Franz, que faz uma leitura sobre o espírito revolucionário de Sleaford Mods.

No campo das curtas há Beatbox, boom bap autour du monde, de Pascal Tessaud, que faz o percurso do beatbox desde as origens da África tribal à marginalidade do hiphop, e Talasnal, de João Teotónio, um documentário sobre o isolamento como inspiração para a banda Nome Comum.

Estas sessões exibem-se no Cinema São Jorge, na Culturgest e no Cineteatro Capitólio/Teatro Raul Solnado, onde nove destas sessões serão mostradas ao ar livre, no terraço, acompanhadas pela cerveja artesanal MUSA.

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