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Overkill – The Grinding Wheel

Os Overkill são um dos poucos porta-bandeiras do metal actual, conseguindo produzir álbuns fortemente demarcados pela potência, força e a qualidade instrumental. A banda tem conseguido ter uma década cheio de energia e criatividade. Desde o fantástico Ironbound, o grupo norte-americano tem-se tornado no mais premente representante do thrash-metal, destronando velhos companheiros como os Testament, Metallica ou Exodus, no que respeita a longevidade e à qualidade global dos seus álbuns.

The Grinding Wheel é o 18º disco de estúdio do grupo norte-americano, mantendo o mesmo caminho iniciado no álbum de 2010. É difícil para mim dizer, como fã de longa data da banda, que este lançamento é muito melhor que os últimos três álbuns. Admito uma melhoria em muitos momentos em relação ao álbum transacto, White Devil Armory. Preservando uma imagem de robustez e diversidade no seu thrash-metal, os Overkill dão-nos, neste álbum, muito daquilo que tem sido oferecido, principalmente, desde Ironbound. Faixas, demarcadamente, carregadas por uma exigência instrumental muito para lá do exigido às bandas do género, juntamente com músicas que são tipicamente caracterizadas como da ‘velha guarda’, com muita da velocidade instrumental e coexistência lírica que demarca essa época.

Ainda mais incrível, para além da longevidade da banda, é a contínua melhoria dos membros da banda, em termos de desempenho global. ‘Blitz’ é como o vinho do Porto, quanto mais velho melhor. D.D. Verni continua como um dos melhores baixistas do metal, demonstrando em cada álbum a sua imponência técnica, para além de continuar como um dos principais escritores de músicas do grupo. Os guitarristas continuam uma batalha constante neste álbum, algo que tem sido característico desde Ironbound, continuando este álbum a ser fortemente dominado pela guitarra. A grande melhoria acontece na bateria. Ron Lipnicki consegue a melhor performance da sua carreira desde a entrada na banda, com faixas como “Mean, Green, Killing Machine”, “Our Finest Hour”, “Goddamn Trouble” e até mesmo a épica faixa homónima como as músicas mais carregadas na bateria.

Em conclusão, The Grinding Wheel é tudo o que se esperaria dos Overkill, desde a reformulação criativa que a banda impôs na sua música. Faixas longas, fortemente carregadas instrumentalmente e líricamente mais complexas, e uma clara melhoria da capacidade técnica dos seus membros tornam o grupo num dos principais representantes do género, senão mesmo o principal. Para tal, basta ter em conta a longevidade da banda, a regularidade no lançamento de álbuns e a qualidade dos mesmos desde o ano 2000, com principal ênfase para o ano 2010. Este lançamento de 2017 é sólido e coeso, mantém a imagem e a marca da banda e não compromete as expectativas dos fãs. Admito que não é melhor que Ironbound e The Electric Age, mas mantém o mesmo caminho definido desde então e consegue ser melhor que White Devil Armory, em grande parte do disco.

Autor: Joâo Braga

Os Overkill são um dos poucos porta-bandeiras do metal actual, conseguindo produzir álbuns fortemente demarcados pela potência, força e a qualidade instrumental. A banda tem conseguido ter uma década cheio de energia e criatividade. Desde o fantástico Ironbound, o grupo norte-americano tem-se tornado no mais premente representante do thrash-metal, destronando velhos companheiros como os Testament, Metallica ou Exodus, no que respeita a longevidade e à qualidade global dos seus álbuns. The Grinding Wheel é o 18º disco de estúdio do grupo norte-americano, mantendo o mesmo caminho iniciado no álbum de 2010. É difícil para mim dizer, como fã de longa data da banda, que este lançamento é muito melhor que os últimos três álbuns. Admito uma melhoria em muitos momentos em relação ao álbum transacto, White Devil Armory. Preservando uma imagem de robustez e diversidade no seu thrash-metal, os Overkill dão-nos, neste álbum, muito daquilo que tem sido oferecido, principalmente, desde Ironbound. Faixas, demarcadamente, carregadas por uma exigência instrumental muito para lá do exigido às bandas do género, juntamente com músicas que são tipicamente caracterizadas como da 'velha guarda', com muita da velocidade instrumental e coexistência lírica que demarca essa época. Ainda mais incrível, para além da longevidade da banda, é a contínua melhoria dos membros da banda, em termos de desempenho global. 'Blitz' é como o vinho do Porto, quanto mais velho melhor. D.D. Verni continua como um dos melhores baixistas do metal, demonstrando em cada álbum a sua imponência técnica, para além de continuar como um dos principais escritores de músicas do grupo. Os guitarristas continuam uma batalha constante neste álbum, algo que tem sido característico desde Ironbound, continuando este álbum a ser fortemente dominado pela guitarra. A grande melhoria acontece na bateria. Ron Lipnicki consegue a melhor performance da sua carreira desde a entrada na banda, com faixas como "Mean, Green, Killing Machine", "Our Finest Hour", "Goddamn Trouble" e até mesmo a épica faixa homónima como as músicas mais carregadas na bateria. Em conclusão, The Grinding Wheel é tudo o que se esperaria dos Overkill, desde a reformulação criativa que a banda impôs na sua música. Faixas longas, fortemente carregadas instrumentalmente e líricamente mais complexas, e uma clara melhoria da capacidade técnica dos seus membros tornam o grupo num dos principais representantes do género, senão mesmo o principal. Para tal, basta ter em conta a longevidade da banda, a regularidade no lançamento de álbuns e a qualidade dos mesmos desde o ano 2000, com principal ênfase para o ano 2010. Este lançamento de 2017 é sólido e coeso, mantém a imagem e a marca da banda e não compromete as expectativas dos fãs. Admito que não é melhor que Ironbound e The Electric Age, mas mantém o mesmo caminho definido desde então e consegue ser melhor que White Devil Armory, em grande parte do disco. Autor: Joâo Braga

Álbum. Nuclear Blast Records. 10/02/17

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