Desde 2011 que assim tem sido: o Vodafone Mexefest põe o público a circular de sala em sala para ver os artistas de amanhã ainda num ambiente acolhedor. A história assim o conta e promete continuar a contar: em 2011 o festival acolheu James Blake, Toro y Moi, Oh Land e Blood Red Shoes; em 2012 foi a vez de nomes como alt-J, Django Django e Michael Kiwanuka; em 2013 houve Woodkid, Savages, Daughter, John Grant, Wavves; e assim se tem repetido a história, ano após ano, subindo e descendo a Avenida da Liberdade em Lisboa.

Neste ano de 2016 o cartaz contém algumas certezas – Jagwar Ma, Mallu Magalhães, Mayra Andrade e Sara Tavares, por exemplo -, que permitirá aos fãs ter acesso a concertos singulares. Os Jagwar Ma prometem meter o Coliseu a dançar, enquanto as restantes terão ao dispor uma plateia sentada em auditório. Mas o Vodafone Mexefest 2016 faz-se também de celebração, como é o caso de Elza Soares. A Mulher do Fim do Mundo, como o título do recente álbum justifica, é o cume de uma história de vida incrível de uma voz do milénio canarinho.

As “próximas grandes cenas” também tem estar presentes, é claro. Nesse espectro há Gallant e NAO, dois nomes do futuro do R&B, ambos a actuar no Coliseu na altura perfeita – o álbum de estreia de cada um saiu este ano, sabe-se lá até onde poderão chegar a partir daqui. Mas o mesmo se pode dizer de Whitney, que embora não se estreiem por cá, têm Light Upon The Lake bem fresco. Kevin Morby também está de regresso, Baio mostra o que vale fora dos seus Vampire Weekend e Talib Kweli lidera as tropas do hiphop deste ano, bastante vincado pelas presenças de Digable Planets, Diamond D & Large Professor, Mike El Nite & Nerve, Fuse, entre outros.

Na rota das recomendações, há muito para ver neste Vodafone Mexefest. As novidades do Vodafone Cuckoo – como assim ver Capitão Fausto ou Moullinex + Da Chick na varanda do Coliseu? – e os habituais concertos num autocarro, a cargo de 800 Gondomar e Fugly, são bons pontos de passagem na correria da avenida. Mas se de destinos queremos falar, mencionamos a viagem alucinante de Acid Acid no Cinema São Jorge, as qualidades de composição de Howe Gelb na Casa do Alentejo, a mistura de indie, pop e folk de Sunflower Bean junto à estação do Rossio, os rendilhados de Golden Slumbers e Meg Baird na Sociedade de Geografia de Lisboa ou ainda os ritmos frenéticos de Zanibar Aliens nos bastidores do Cine-Teatro Capitólio.

O Vodafone Mexefest 2016 já no próximo fim-de-semana, nas noites de 25 e 26 de Novembro. Até lá o passe geral tem o custo de 45 euros, aumentando para 50 nos dias do festival. Esses mesmo passes podem ser obtidos com 5 euros de desconto se adquiridos através da app oficial do festival. Podes consultar o programa completo do festival com horários, aqui.

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