Facebook

Twitter

Subscreve

Subscreve o nosso RSS Feed

Few Fingers – Burning Hands

Nascidos recentemente na cidade do Lis, os Few Fingers são um duo de folk, composto por Nuno Rancho e André Pereira, com uma estreia promissora. O seu primeiro álbum, Burning Hands, foi lançado há uma dezena de meses e tem outras tantas músicas, sob o selo de qualidade da editora local Omnichord Records.

Sem aventuras desmedidas nem excessivo conforto, o álbum prima pelo zelo ao equilíbrio, com músicas calmas e fluídas. Desde momentos mais pálidos pautados de uma certa melancolia, até momentos mais quentes a fazer lembrar um por do sol vermelho, a viagem é como caminhar por um suave jardim de acordes simples e reminiscentes do mestre Neil Young, mas longe de cópia exacta.

As harmonias vocais dão um toque sonhador a temas como From Pale To Red e Waters Broke, mas é em Ignore e Damn You (The Piano Song) que não podemos ignorar a qualidade vocal, não perfeita mas boa o suficiente para impulsionar os temas para outro nível, sem cansar e com momentos de encantar.

O domínio dos temas mais lentos e melancólicos é equilibrado com Our Own Holiday e Forward March; esta última tem a melodia mais catchy de todo o álbum e a sua posição a meio do mesmo impede-o de cair em monotonia para ouvintes menos relaxados, enquanto que outros o poderão achar o mais simples na sua estrutura.

Com os temas a variar sensivelmente entre os três e os cinco minutos, dois destacam-se por baixo na duração e por cima na atmosfera que criam: Light Garden e Now That It Settled, simples e eficazes na sua média de dois minutos, fazendo a ligação entre momentos no disco.

Se Bruises (Light Us A Candle) remata o álbum de forma perfeita, o prémio de melhor composição vai para o tema mais longo, With No Stop And No Border; são cinco minutos e meio com um certo ar ‘pink floydiano‘ com uma melodia e guitarra contagiantes, carregados de emoção e o tema que mais rodou deste lado.

Com este álbum de estreia, os Few Fingers provam que não são precisos muitos dedos para fazer boa música, mas sim mãos a queimar de inspiração e dedicação. A juntar a esta nova e surpreendente onda de inspiração e qualidade que assola os leirienses, é um projecto que provavelmente nunca terá a projecção que merece, o que o torna ainda mais especial para os afortunados que lhe puserem os ouvidos em cima.

Análise de: David Matos

Se quiserem ficar a saber mais sobre a banda, leiam aqui a nossa entrevista.

Nascidos recentemente na cidade do Lis, os Few Fingers são um duo de folk, composto por Nuno Rancho e André Pereira, com uma estreia promissora. O seu primeiro álbum, Burning Hands, foi lançado há uma dezena de meses e tem outras tantas músicas, sob o selo de qualidade da editora local Omnichord Records. Sem aventuras desmedidas nem excessivo conforto, o álbum prima pelo zelo ao equilíbrio, com músicas calmas e fluídas. Desde momentos mais pálidos pautados de uma certa melancolia, até momentos mais quentes a fazer lembrar um por do sol vermelho, a viagem é como caminhar por um suave jardim de acordes simples e reminiscentes do mestre Neil Young, mas longe de cópia exacta. As harmonias vocais dão um toque sonhador a temas como From Pale To Red e Waters Broke, mas é em Ignore e Damn You (The Piano Song) que não podemos ignorar a qualidade vocal, não perfeita mas boa o suficiente para impulsionar os temas para outro nível, sem cansar e com momentos de encantar. O domínio dos temas mais lentos e melancólicos é equilibrado com Our Own Holiday e Forward March; esta última tem a melodia mais catchy de todo o álbum e a sua posição a meio do mesmo impede-o de cair em monotonia para ouvintes menos relaxados, enquanto que outros o poderão achar o mais simples na sua estrutura. Com os temas a variar sensivelmente entre os três e os cinco minutos, dois destacam-se por baixo na duração e por cima na atmosfera que criam: Light Garden e Now That It Settled, simples e eficazes na sua média de dois minutos, fazendo a ligação entre momentos no disco. Se Bruises (Light Us A Candle) remata o álbum de forma perfeita, o prémio de melhor composição vai para o tema mais longo, With No Stop And No Border; são cinco minutos e meio com um certo ar 'pink floydiano' com uma melodia e guitarra contagiantes, carregados de emoção e o tema que mais rodou deste lado. Com este álbum de estreia, os Few Fingers provam que não são precisos muitos dedos para fazer boa música, mas sim mãos a queimar de inspiração e dedicação. A juntar a esta nova e surpreendente onda de inspiração e qualidade que assola os leirienses, é um projecto que provavelmente nunca terá a projecção que merece, o que o torna ainda mais especial para os afortunados que lhe puserem os ouvidos em cima. Análise de: David Matos Se quiserem ficar a saber mais sobre a banda, leiam aqui a nossa entrevista. https://www.youtube.com/watch?v=n4J_VrmElV4

Álbum. Omnichord Records. 02/10/15

Classificação

7.8

User Rating: Be the first one !
78

Etiquetas:

Artigos Relacionados