Hiato e Carreiras a Solo (1996-2002)

Após o lançamento do credível Test For Echo, de 1996, a banda decidiu suspender as actividades do grupo, principalmente devido às tragédias pessoais de Neil Peart, com a morte da filha em 1997 e da mulher em 1998. Em termos musicais, Geddy Lee foi o único que decidiu seguir a carreira musical lançando um álbum em 2000, intitulado My Favorite Headache, um álbum muito pessoal para um dos maiores baixistas de todos os tempos. Até à data, este é o único disco de estúdio do frontman dos Rush.

É um álbum sólido e com muitas qualidades e componentes que tornaram os Rush famosos, ao longo dos anos. Mais do que álbum, ele pode ser visto como um disco de introspecção para o baixista, visto ter um tema comum muito ligado aos sentimentos e emoções sentidas pelo artista ao longo dos anos. Ainda assim, contém uma forte componente rock e, por vezes, progressiva em algumas das melhores faixas do disco. “My Favorite Headache”, “Working At Perfekt”, “The Present Tense”, “The Angels’ Share”, “Slipping” e “Grace To Grace”.

Geddy Lee – My Favorite Headache (álbum na íntegra)

O Regresso Triunfal e R30 (2002-2006)

now-07.2002-3Após um descanso espiritual e após a passagem do tempo adequado, Neil Peart, que anteriormente tinha afirmado estar retirado da música, regressa ao activo e pretende produzir novo material com a banda. Daí resulta o bastante credível, Vapor Trails, que sai para as lojas em 2002, apresentando uma marca mais progressiva e menos ‘comercialmente orientada’, colocando-o como um dos excelentes discos do grupo canadiano. É um regresso ao passado por parte da banda canadiana, que teve em Vapor Trails um dos discos mais trabalhados da sua carreira, tanto ao nível da produção como de escrita e composição instrumental. Foi um lançamento muito bem pensado de um grupo que pretendia regressar em força, após o tão longo hiato.

É um álbum dominado pelos sons eléctricos da guitarra de Alex Lifeson, apesar de não conter quase solos nenhuns, no entanto dominado pelos estridentes acordes de um dos melhores guitarristas de todos os tempos. Este lançamento é muitas vezes criticado pela sua ‘má produção’, contendo sons e partes instrumentais muito elevadas, tendo por isso sido remasterizado em 2013. Igualmente, Vapor Trails acaba por não ser um álbum consensual, já que é visto como mediano por uma parte da crítica e não é muito bem recebido por parte dos seus fãs. Pessoalmente, oponho-me a tais opiniões. Considero-o um excelente lançamento que saiu para as lojas no início de uma década, igualmente, difícil para o rock progressivo e para a banda, após os sucessivos problemas pessoais que a banda foi vítima. Consegue regressar ao som do passado, com muitas tonalidades conceptuais, por vezes, e um som muito mais ‘pesado’ e ‘rockeiro’ do que tinha sido habitual na década anterior. É um dos meus álbuns preferidos, embora admita que os lançamentos de estúdio posteriores são superiores a este Vapor Trails.

Rush – Vapor Trails (álbum na íntegra)

Rush_in_RioDe seguida, é lançado um dos melhores álbuns ao vivo que há memória, Rush In Rio, uma longa jornada ao vivo de três discos. O disco cobre toda a carreira da banda, desde a sua existência. Todas as eras são tocadas, obviamente mais umas do que outras, mas ainda é uma excelente demonstração da carreira da banda, principalmente após um hiato tão longo. Este álbum ao vivo e DVD marcou uma das tours com maiores audiências da história da banda, atingindo números de espectadores na ordem dos 40.000 e 60.000, no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente.

Os anos de 2004 e 2005 foram de celebração para a banda que festejou o trigésimo aniversário, desde o lançamento do álbum de estreia. Para tal, foi lançado um DVD intitulado R30: 30th Anniversary World Tour, que teve datas em países como Alemanha, Estados Unidos, Itália, Suécia e o Canadá, entre outros.

Outros álbuns e essenciais:

Rush – Vapor Trails Tour (álbum na íntegra)

Rush – Rush In Rio (álbum na íntegra)

Rush – Feedback (EP na íntegra)

Rush – R30: 30th Anniversary World Tour (concerto na íntegra)

Autor: João Braga

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