Decorria 2004 e na Moita chegava o primeiro festival de metal a prometer uma regularidade. Volvidas doze edições, parte-se esta semana para mais uma. Os dias 1 e 2 de Abril recebem a 13º Moita Metal Fest, a provar que o metal underground encontrou um canto muito próprio na Margem Sul há já vários anos, assentando na sua base e fórmula de sucesso para preencher a casa ano após ano.

Recordamos já com alguma distância aquela edição de 2010, onde surgia no topo do cartaz o nome de Dew-Scented. Foi o primeiro cheirinho de uma internacionalização dos nomes a cabeça-de-cartaz, sem nunca perder o carácter nacional e de apoio ao que por cá se faz. Acabaram por encabeçar, em edições seguintes, exemplos como os espanhóis Angelus Apatrida e os britânicos Onslaught, guardando-se para 2016 a primeira edição com dois cabeça-de-cartaz vindos lá de fora – os suecos Entombed A.D e os alemães Tankard.

Entombed A.D, renascidos do nome incontornável do legado do death metal sueco Entombed, aproveitam esta nova vida desde 2014 já com dois discos editados, Back To The Front (2014) e Dead Dawn (2016), aproveitando esta data na Moita para apresentar o segundo. Lars-Gören Petrov, igualmente voz no clássico do género Left Hand Path, não deverá desperdiçar a oportunidade de desafiar alguns temas emblemáticos da banda, como “Wolverine Blues”, “Revel In Flesh” e “Left Hand Path”. Já Tankard definem-se logo pelo nome. O gosto pela bebida é manifestada ao vivo desde 1982 e desde então álbuns em ode às temáticas do thrash metal teutónico (aparecendo em cena ao lado de Kreator, Sodom e Destruction) e ao álcool. A Girl Called Cerveza e R.I.B. (Rest In Beer) são as duas mais recentes apostas para levantar mais um copo.

Outros três nomes surgem em grande no line-up. Os anfitriões Switchtense, que os observamos durante o festival nas mais variadas tarefas quando não estão em palco, viram nesta edição a ocasião perfeita para lançar o terceiro disco de longa-duração, o primeiro com António Pintor na bateria em vez de Xinês. O festival será de celebração para a banda e será oferecido um exemplar do álbum a qualquer bilhete que seja adquirido. Já de Madrid chega o goregrind de Haemorrhage, quinteto vocalizado por Ana Belen de Lopez, pronto a ‘ensanguentar’ o bailarico que se vive nas filas da frente do festival. Hospital Carnage (2011) continua a ser o disco mais recente de uma banda que anda nisto há 25 anos. Os The Parkisons são o terceiro e último nome em letras gordas no cartaz. A Moita vai receber uma das mais icónicas bandas de punk da actualidade, seja em Portugal ou no Reino Unido, para testemunhar os lendários saltos de Torpedo e a irreverência quase Iggy-esca de Afonso Pinto. Será um dos concertos do festival, disso não se pode ter grandes dúvidas.

Outras certezas surgem no festival: o hardcore de Lisbon Blues de For The Glory, o crust de Trapped de Simbiose, o metalcore de Antebellum de Hills Have Eyes e o power thrash de Everything Ends de WEB. Dementia 13, Neoplasmah, Grankapo, Ho Chi Minh, Martelo Negro, don’t disturb my circles, Sunya, Mindtaker e Hotkin somam o restante cartaz.

O 13º Moita Metal Fest acontece então a 1 e 2 de Abril na Sociedade Filarmónica Estrela Moitense. O custo de entrada para o primeiro dia é de 12 euros (concertos a partir das 20h30), enquanto no segundo custa 15 euros (concertos a partir das 15h00). E existe campismo indoor gratuito a 100 metros do festival. Recorda edições anteriores do festival e consulta os horários e divisão diária desta edição, aqui.

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