Ainda nos sabe a ontem, mas já foi há quase dois anos que vimos os Dead Combo no Auditório Municipal Augusto Cabrita pela última vez. Ainda não foi motivada uma nova visita dessa dupla, mas vimo-la a metade na passada sexta-feira, 22 de Janeiro.

Tó Trips, guitarra e pezinhos que pautam o tempo, apresentou-se no Barreiro com o seu novo trabalho a solo, Guitarra Makaka – Danças a um Deus Desconhecido. Não o fez sozinho. A circunstância viu-o acompanhado por João Doce na percussão, a sovar rumores para escoltar as melodias desembaraçadas da guitarra. Ainda nos recordamos do quão a manjerico nos pode cheirar a Lisboa Mulata, mas Tó Trips é cachupa, é muamba, é um rasgo africano às cordas que se comprometem dançar a um incógnito superior. Sem a típica cartola, sem truques e sem uma dualidade de guitarras, Tó Trips é uma sombra que nos é e soa familiar, mas que não conhecemos por inteiro.

João Doce, esse, pareceu mais próximo de interagir com o público do que com o guitarrista no seu recolhimento, mas tal como Tó Trips deram-se a conhecer a seu passo, substituindo as suas sombras e cheiros por uma salva cheia de palmas quando parecia mais meritório do que obrigatório. O singular Tó Trips revelou ser um diamante bruto das jóias que escreve em Dead Combo, depois de ecoadas as melodias e dançadas as cordas entre histórias contadas a cada tema.

Fotografia: Nuno Bernardo
Texto: Tânia Mateus e Nuno Bernardo

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