Foi no passado sábado que o Café au Lait recebeu o Zigur Label Day, numa noite dedicada a uma série de estreias e novidades e a um catálogo da ZigurArtists que se vai mostrando cada vez mais extenso e diversificado. Ao todo foram mais de seis horas de música e, sem dúvida alguma, uma boa maneira de fugir ao vento frio que rapa lá fora em Janeiro.

Tanto quanto sabemos a estreia de nial dificilmente podia ter corrido melhor, e se o que ouvimos da electrónica sedutora, dinâmica e penetrável q.b. de Manuel Guimarães não foi mesmo o que de mais interessante desfilou pelo Café au Lait na noite de sábado, então não sabemos nada. Olho nele. Seguiu-se a folk algo estéril de Mahogany e o rock sem ideias de Tales and Melodies; passaram-nos ao lado.

Partido em dois momentos, o Zigur Label Day parou para jantar, tendo voltado com uma sala cheia para receber a distorção fumarenta de um homem só, O Manipulador, e as melodias quase paisagistas de Cajado. A fechar a noite houve azul-revolto no que foi a apresentação de S O M A, com um set a fazer-se dividir entre o R&B lento, galante e traçado à voz de Hugo Barão e a techno sem medos. Findo os concertos, foi a Mr. Herbert Quain – em formato DJ set – a quem coube fazer a manutenção da pista.

Texto: Rui P. Andrade
Fotografias cedidas por Joana Raposo Gomes

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