É bem sabido que há cada vez mais combinações e projectos bem-aventurados (outros nem tanto) no que diz respeito às bravas fusões entre inúmeros géneros musicais e as sonoridades do mundo oriental. Servindo-se da riqueza cultural (e sonora) das mesmas, aliam-se-lhe a experimentação, as electrónicas, a vontade incansável de dançar nas pistas desse mundo fora ou o ouvido curioso, constituindo uma força propulsora, moderna, que coloca estes mesmos sons nas bocas e ouvidos do mundo, e no centro de qualquer festividade épica!

Pensemos no sírio Omar Souleyman, já querido do público português, em colaborações como a de Suuns & Jerusalem in My Heart ou nos wedding ravers Cairo Liberation Front. Os Acid Arab, pois bem, não ficam de todo atrás.

A missão dos franceses Guido Minisky e Hervé Carvalho – fundir elementos típicos do techno e do house com sonoridades orientais – podia ser uma receita certa para o desastre, mas longe disso. Fazem-no com bom gosto, perícia e sensibilidade, mareando por entre melodias tradicionais do Médio Oriente e do norte de África. Em meados de 2013, pela mão da Versatile, lançaram as Acid Arab Collections, um conjunto de compilações repletas de temas energéticos que demonstram da melhor forma como a música tradicional de dança árabe se tem fundido com a música electrónica de origem ocidental. O resultado não podia ser melhor, e, na passada sexta, comprovámos isso mesmo. A festa já estava garantida, a sala composta, onde dançámos incansavelmente até ao fim.

A noite de 4 de Dezembro, integrada na semana de aniversário do Musicbox, contou ainda com a actuações dos portugueses Vaarwell e DJ Marfox a fechar, e ainda da americana Natasha Kmeto, exploradora dos universos do R&B e do Soul, combinamos com a voz etérea e afectiva que lhe é característica.

Fotografia e Texto: Telma Correia

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