Quando nos sentámos para assistir à estreia nacional do documentário Barreiro Rocks, da autoria de Eduardo Morais, percebemos que fibra tem o Rock que se celebra, ano após ano, na cidade da Margem Sul – o Rock “sem tretas”, sem vedetismos.

Não nos espanta ser considerado um dos festivais mais icónicos da Europa nos dias que correm. O envolvimento do público, da comunidade local e da comunhão do espírito do Rock cru, puro e duro são factores preponderantes que fazem do Barreiro Rocks a forma mais seriamente divertida e certeira de combater o gelo de Dezembro. Tais características valeram este ano a distinção EFFE (Europe for Festivals, Festivals for Europe) e ainda a primeira nomeação para “Melhor Festival Estrangeiro” nos UK Festival Awards, onde apenas outro festival português foi nomeado.

Como são quinze anos de Barreiro Rocks, a programação tem-se estendido para celebrar. Depois de festas de apresentação no Porto, em Loulé, em Rio Maior e Lisboa, o Rock volta agora à cidade que o celebra como mais nenhuma em Portugal. O Barreiro Rocks acontece então nos dias 4, 5 e 6 de Dezembro em três espaços da cidade: no Pavilhão do G.D. Os Ferroviários, na Escola Conde de Ferreira – Centro de Produção e Participação Artística e ainda na ADAO – Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios.

E também como são quinze anos de Barreiro Rocks, o alinhamento do festival acaba por receber alguns dos nomes mais importantes deste percurso que começou em 2000. À cabeça surgem The Parkinsons e Los Chicos, mas repetem-se também as presenças de Fabuloso Combo Espectro e D3Ö, para além dos “caseiros” Fast Eddie Nelson e Los Santeros e o regresso do norte-americano DJ Shimmy. Atenção também à primeira passagem em Portugal de The Baron 4 e The Jay Vons e ainda a vinda do super fuzz dos japoneses The Routes para encerrar a primeira noite.

E como no Barreiro ninguém anda a dormir, o cartaz conta também, como habitual, alguns dos mais interessantes projectos nacionais emergentes. Cave Story, Mighty Sands, The Sunflowers, The Brooms e 800 Gondomar são apenas alguns.

O Rock “à séria” vive mesmo no Barreiro, como verificámos no ano passado, e todos os caminhos devem apontar para a cidade já no próximo fim-de-semana. Os passes gerais custam 30 euros e os bilhetes diários variam entre os 10 e os 20 euros, podendo ser comprados na Last2Ticket. Conhece toda a programação e divisão diária do Barreiro Rocks XV, aqui.

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