coverEstes têm sido bons meses para os Pista. Terminaram 2014 como uma das bandas finalistas do Vodafone Band Scouting, promovido no âmbito do Vodafone Mexefest, andaram a tocar um pouco por todo o país (tanto que tivemos a felicidade de os ver mais do que um par de vezes) e “Puxa”, o single orelhudo com que se apresentaram ao mundo, invadiu as rádios. De facto, “Puxa” foi a música que nos levou a largar o volante e levantar os braços de forma entusiasmada a caminho da praia, “Puxa” foi a canção que nos animou quando as férias acabaram e quando tivemos de voltar à rotina de trabalho, “Puxa” acompanhou várias noites de copos e saídas. E, dois anos depois do seu primeiro EP, chega o longa-duração de estreia, Bamboleio, ou seja, mais nove faixas para dar descanso ao botão do replay.

Os Pista são Bruno Afonso, Cláudio Fernandes e Ernesto Vitali, três moços do Barreiro, aficionados do ciclismo, e que, desde a outra margem do rio, emanam uma febre tropical, que nos faz pensar se as chaminés de fábricas que vemos a partir do Terreiro do Paço não serão na verdade palmeiras e coqueiros disfarçados.

Gravado e misturado na calmaria do Alvito, no Alentejo, com Luís Nunes, Benjamin, se preferirem um outro trato, e masterizado por Xinobi, Bamboleio consiste, na verdade, em aproximadamente 40 minutos de poderosas guitarras – as “meninas” que ditam o curso do “baile” -, ritmos de inspiração exótica, afro e tropical, e uma pedalada (sim, é mesmo este o termo apropriado) punk exasperada, que, mascarada com uma leveza harmoniosa, faz as nossas pernas ganhar vida própria e o suor escorrer pelas costas depois de tanto dançar. A voz não é o elemento central dos Pista, exceptuando n’“A Tal Tropical” e “Queráute”, as duas faixas mais surpreendentes do disco, mas existem sempre alguns trechos vocais, feitos para serem cantados em coro com o público e para dar textura à sonoridade quente que os caracteriza. Esta última, uma incursão de 10 minutos, que inova pela introdução do baixo, fecha em beleza o disco, depois da urgência de “Onduras” e “Boxe Fantasma”.

A tónica é festiva, a banda sonora é divertida, a dança é contagiante e as camisas de padrões florais nunca combinaram tão bem com calções de ciclismo (quer dizer…bom senso e moderação neste ponto, por favor!). No fundo, música com sabor a Verão, para dar cor ao Inverno e quebrar o gelo das ancas enregeladas. É chutar as mantas e o chá para canto.

A ginga e o jogo de cintura vão estar à prova no dia 13 deste mês, no Musicbox, a data de apresentação do disco. Os Pista encarregam-se do som e trazem amigos para animar a celebração. A festa está garantida por dez euros e “Bamboleio” estará disponível por seis, dada a ocasião.

Autora: Rita Bernardo

Estes têm sido bons meses para os Pista. Terminaram 2014 como uma das bandas finalistas do Vodafone Band Scouting, promovido no âmbito do Vodafone Mexefest, andaram a tocar um pouco por todo o país (tanto que tivemos a felicidade de os ver mais do que um par de vezes) e “Puxa”, o single orelhudo com que se apresentaram ao mundo, invadiu as rádios. De facto, “Puxa” foi a música que nos levou a largar o volante e levantar os braços de forma entusiasmada a caminho da praia, “Puxa” foi a canção que nos animou quando as férias acabaram e quando…
Música com sabor a Verão, para dar cor ao Inverno e quebrar o gelo das ancas enregeladas. É chutar as mantas e o chá para canto.

Álbum. pontiaq/CTL-Musicbox. 13 Novembro 2015

Classificação/Rating

7.8

Música com sabor a Verão, para dar cor ao Inverno e quebrar o gelo das ancas enregeladas. É chutar as mantas e o chá para canto.

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