Os polacos Riverside regressaram a Portugal na passada sexta-feira, 30 de Outubro, “matando” assim as saudades com que os seus fãs tiveram de segurar depois de um concerto cancelado em 2013, e que duravam desde 2011. Foram então precisos mais dois anos de espera até que houvesse uma oportunidade de os ver em concerto – e na mesma sala que havia sido prometida, o Paradise Garage em Lisboa.

Pela tour fora e incluindo a data única por cá, andaram consigo The Sixxis e Lion Shepherd para preencher a primeira parte do concerto. Não foram escolhas muito arriscadas tendo em conta que o público-alvo não estava a espera de algo senão rock progressivo ao jeito das referências Dream Theater. Apesar de pouco terem contribuído para a experiência total, foi um adequado aperitivo para que a ânsia da hora dos cabeça de cartaz fosse aumentando entre os espectadores.

 

O concerto de Riverside teve início com uma standing ovation da audiência, apesar de uma sala algo pouco composta. O hiato de concertos da banda em Portugal motivou o frontman da banda, Mariusz Duda, a responder com um pedido de desculpas pelo referido cancelamento. Seguiu-se uma montanha-russa de emoções, proporcionadas por um concerto ora energético e animado, ora melancólico e emotivo. Os fãs acompanharam paralelamente a banda, com os mais dedicados a vocalizar as letras das faixas do alinhamento, cujo maior peso acabou por cair nos dois álbuns mais recentes da banda – Shrine Of New Generations Slaves, de 2013, e o novo Love, Fear and the Time Machine, fazendo um 2 em 1 de apresentações de novos trabalhos ao público nacional.

A presença em palco, comunicação e interactividade do quarteto com o público foram pontos muito positivos da noite, e com algumas piadas e brincadeiras pelo meio da música séria, conseguiu-se manter o interesse elevado e envolver ainda mais os fãs na atmosfera prolongada pelo espaço.

Fotografia: Tomás Lisboa
Texto: Ricardo Silva

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