«Why has the scene shut down all the cultural collage, the melting pot, in favor of just, angst/angry music? I’m bored.» – Desabafava há tempos o próprio Levon Vincent, na sua página de Facebook, sobre o cenário do techno hostil e do desaparecimento dos ritmos oriundos do jazz e dos universos afro-cubanos. Como não podia deixar de ser, a passada noite de 25 de Setembro no Lux Frágil deu-lhe carta-branca para trazer consigo um punhado de nomes que manifestam precisamente a vontade de corrigir essa situação.

Falamos de Jamal Moss (a.k.a. Hieroglyphic Being), vindo de Chicago juntamente com o seu background no jazz, no noise e no house, embrenhados na sua própria visão afro-futurista, as senhoras Lakuti e Tama Sumo, Aybee, Scion Visions | live (Substance & Vainqueur) e Fred P. Uma receita para o sucesso.

Lakuti e Tama Sumo, tomando conta do piso do Bar, limpavam-nos os ouvidos entre sonoridades flanando entre o techno, o house, ora o funk e o disco, em pleno ambiente de energia e vigor, que bem caracteriza cada uma. Em baixo, Levon Vincent começou cedo, após Scion Visions, abrindo caminho como se estivéssemos a caminhar para o final da noite, e não ainda no seu começo – o house frenético e o techno corpulento, muitas vozes exaltadas, e uns quantos dos seus próprios clássicos pelo meio. A épica “Man or Mistress” foi uma destas. Fred P, a fechar, deixou algo de lado as suas vertentes deep e ritmos do jazz para nos dar uma boa lição à antiga, de dançar até de madrugada. E assim foi.

Texto: Telma Correia

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