genexus_album_coverEsta é a nona empreitada dos lendários líderes do metal industrial. Genexus sai para as lojas como um dos álbuns mais esperados deste ano de 2015. Com um conceito bem complexo, continuando e desenvolvendo o conceito dos primeiros álbuns que se tornaram clássicos da discografia do grupo, este Genexus tem a capacidade de se tornar um clássico. Apesar de não um fã de metal industrial, os Fear Factory são, provavelmente, a única banda que me consegue atrair para este tipo de sonoridade, muito devido às suas excelentes narrativas.

O conceito do álbum assenta numa nova fase de evolução humana, que alguns acreditam que irá acontecer nos próximos anos. O inventor e escritor Ray Kurzweil acredita que, em 2045, esta transição irá acontecer. A palavra ‘genexus’ é a mistura de duas outras palavras, ‘genesis’ e ‘nexus’, e reflecte a mudança do ser humano para um ser mecanizado. As máquinas são humanas e os humanos são máquinas. As máquinas tentam conquistar a sua posição e autonomia da indústria que as criou. Um dos factores mais importantes do álbum é a mistura da psicologia, tecnologia e o espírito de sobrevivência de uma raça para daí conseguir um conceito em que as máquinas lutam para sobreviver, mas com total consciência que todas elas têm um prazo de validade.

Este lançamento é uma mistura de géneros. A marca ‘industrial’ dos pioneiros do metal industrial combina na perfeição com o heavy metal e thrash metal que o grupo consegue incluir neste disco. A bateria do álbum foi gravada com o propósito de ser tocada ao vivo, já que o grupo sentiu que esse sector precisava daquele espírito ‘ao vivo’. O sector da percussão é, provavelmente, um dos mais brutais dos últimos álbuns da banda. O ouvinte consegue sentir o impacto de cada batida, tornando o ambiente ainda mais caótico e, por vezes, mais mecanizado. Fear Factory não é das minhas bandas preferidas, mas este álbum tem a rara capacidade de se poder tornar um clássico, quase que ultrapassando, em certos momentos, a fantástica trilogia de discos de estúdio criada pela banda no início da sua carreira.

É complicado determinar quais as melhores faixas do álbum. Sendo um álbum conceptual, todas as músicas complementam-se e portanto o meu conselho é ouvi-lo na sua totalidade. Como mencionado anteriormente, todo o disco está muito bem escrito, o conceito é magnífico e a narrativa flui na perfeição. Os desempenhos do grupo são espectaculares e a produção está impecável, muito em sintonia com o que tem sido norma nos trabalhos da banda. Genexus pode ser um dos melhores álbuns do ano e, quem sabe, da sua discografia. Na minha opinião, está muito próximo da trilogia do grupo, e com alguns momentos mais geniais. O que é mais espectacular é a capacidade que a banda tem em criar conceitos e narrativas futuristas muito eficazes e inteligentes. Não é todos os dias que se tem um álbum tão original e tão bem escrito, cujo conceito faz inveja a muitos escritores de romances.

Autor: João Braga

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As lendas do metal industrial regressam com um dos mais criativos e poderosos discos do ano.

Álbum. Nuclear Blast Records. 7/8/15

Classificação/Rating

9.0

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