Não nos cansamos de o referir. A nossa norma é de noticiar e divulgar aquilo que se faz e promove em Portugal, mas o Resurrection Fest, ainda que pertencente à Galiza da vizinha Espanha, é imprescindível na rota dos festivais frequentados pelos portugueses.

Seja pela proximidade ou pelo line-up que não é capaz de ser reproduzido em solo nacional, o Resurrection Fest há já vários anos que é um destino tão habitual como outros festivais por cá. Assim sendo, temos recomendações a fazer no alinhamento para a edição que aí vem, já de 15 a 18 de Julho.

O Resurrection Fest 2015, encabeçado por Motörhead, KoRn e Refused, tem várias atracções no espectro da música dita pesada, seja ela mais popular, ritualesca ou extrema. O cartaz todo pode ser consultado, aqui, mas em baixo seguem os nossos dez motivos para comparecer no próximo Resu.

 

#01 Os três headliners 

Os nomes saltam à vista e não os conseguimos colocar de parte. Por muito que queiramos dar motivos que estejam mais discretos no cartaz, é inegável a influência dos três nomes que encontramos no topo. Seja pelo rock n’roll histórico dos Motörhead, pelo legado que os Refused deixaram a quase todas as bandas que compõem o #Ritualstage ou pela popularidade dos KoRn – que ainda por cima vão tocar o seu primeiro disco na íntegra(!) e outros êxitos maiores, o Resu tem um óptimo cartão-de-visita.


 

#02 Comeback Kid 

Os Comeback Kid são daqueles nomes que não nos cansamos de encontrar. Em Portugal já os vimos com discos novos e até numa reunião com o vocalista original, Scott Wade, cimentando a relação que o público português já tem há vários anos com a banda canadiana. Não será surpresa ver uma bandeira portuguesa nas primeiras filas deste concerto.


 

#03 No Turning Back 

Outra banda que mantém uma ligação com Portugal, esta ainda mais forte. Os holandeses No Turning Back já deram vários concertos por cá e são um dos nomes que faz do European Hardcore Pool Party, em Alcochete, uma ocasião tão especial para os fãs da música do género. O espírito “tuga style marcará presença na Galiza.


 

#04 Defeater 

Um dos nomes que não se deve mesmo perder no Resurrection Fest é Defeater. Estes norte-americanos, ainda que com apenas três álbuns, têm uma das mais sólidas carreiras do espectro hardcore mais melódico, sendo ladeados no género, de alguma forma, por nomes como La Dispute ou Touché Amoré. Em apresentação estará “Letters Home“, de 2013.


 

#05 Oathbreaker 

Não é a primeira vez que falamos, nem há-de ser a última. Na verdade, não conseguimos ignorar Oathbreaker. Já por cá estiveram há uns anos para uma data dupla (sendo que o concerto em Lisboa não motiva boas histórias), voltaram para a congregação da Church Of Ra no Porto e estiveram por cá este ano para o Burning Light Fest. Ainda assim, “Eros|Anteros” é um discaço que merece ser re-testemunhado também na Galiza.


 

#06 Toundra 

Os madrilenos Toundra até podem não ter muita expressão em Portugal, mas não é por acaso que o seu nome aparece em letras grandes no line-up do Resurrection. Com quatro discos instrumentais, o mais recente lançado este ano, tornaram-se numa das bandas emergentes do post-metal europeu e esta é uma oportunidade para confirmar esse estatuto.


 

#07 Der Weg Einer Freiheit 

O nome pode ser difícil de pronunciar, mas estamos perante uma das mais promissoras bandas de black metal. “Stellar“, lançado pela Season of Mist, é o terceiro disco e o bilhete para se afirmarem e conquistarem um espaço no seu estilo, depois da surpresa “Unstille” em 2012. Se és fã de black metal, os alemães Der Weg Einer Freiheit pode ser aquilo que procuras.


 

#08 Suicide Silence 

Os Suicide Silence têm há muito uma estreita relação com o Resurrection Fest e a morte do seu ex-vocalista e fundador, Mitch Lucker, não foi esquecida em Viveiro. Em 2013 o corredor de entrada do recinto recebeu até o seu nome em jeito de homenagem a uma das pessoas mais queridas pelo público do festival. A banda regressa agora ao Resu com Hernan “Eddie” Hermida na voz e com “You Can’t Stop Me” para revitalizar a carreira.


 

#09 Soulfly 

Ok, Soulfly. Há quanto tempo mesmo é que os Soulfly não tocam em Portugal? Houve uma altura em que tê-los cá era habitual, mas há já meia-década que a banda não nos apresenta os seus novos álbuns. Desde então saíram “Enslaved” e “Savages” e vem aí “Archangel” para prosseguir a carreira de Max Cavalera, outrora frontman de Sepultura. Estão no cartaz para se matarem as saudades, aproveite-se.


 

#10 A armada nacional 

Pronto, no ano passado destacámos as bandas nacionais no cartaz e este ano repetimos. No Resu 2015 poderão ser vistos concertos de Moonspell e Borderlands, para além de Abaixo Cu Sistema, banda de versões de System Of A Down, mas o que importa mesmo é que a presença portuguesa seja sentida por alguns gestos. Seja por uma bandeira, uma camisola ou por um f*da-se bem mandado, Portugal estará no Resurrection Fest.

Autor: Nuno Bernardo

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