Os D’Alva encontraram-se com o Centro Cultural de Belém para comemorar o 1º aniversário do seu disco de estreia, “#batequebate“, disco esse que teve uma óptima aceitação, quer por parte da crítica quer pelos fãs. Não foi surpresa que o pequeno auditório do CCB se encontrasse praticamente esgotado para o efeito.

Eram cerca de 21 horas quando as luzes da sala se apagaram e que a «intro» ecoou pelo espaço, seguida de “Aquele Momento”, com Ben Monteiro e o restante colectivo a entrar em cena, enquanto o carismático vocalista Alex fez questão de descer as escadas e correr para um salto até ao palco com a sua já característica e reconhecida energia. «Agora vamos voltar aos anos 80, confundem-me com o príncipe de Bel-Air, mas chamem-me príncipe da Moita», iniciando assim “Não estou a competir”.

Ver D’Alva ao vivo é sempre qualquer coisa de especial – a energia e cumplicidade de todos em palco é bem visível, com Alex D’Alva Teixeira sempre irrequieto e a dar lições de como interagir com o público, que correspondeu e passou praticamente todo o concerto de pé, dispensando os assentos do auditório.

Houve tempo para celebrar com convidados. Diogo Piçarra subir ao palco para uma versão de “Só porque si / Tu e eu”, numa simbiose de faixas inédita, seguindo-se a vez da «princesa da pop», Isaura, subir ao palco para uma versão de “Sempre que o amor me quiser” de Lena d’Água, dedicada à mãe de Alex que se encontrava na plateia.

“Primavera”, ou «a música mais difícil de cantar do álbum», levou o público a sentar-se e aproveitar o momento numa performance arrepiante. A energia inesgotável acabaria por voltar as duas partes de “Barulho” – aqui sem Capicua para marcar presença, mas com todos a ajudar, incluindo Simão, o novo membro da banda.

Entre músicas dedicadas a fãs especiais, às mães de Alex e de Ben, o duo central de D’Alva, e uma dedicatórias às «mamãs D’Alvas» (diga-se às mães de todos os que se encontravam em palco), o concerto acabou com o primeiro single da banda, o hit dançante “Frescobol”, que contou ainda com uma piñata sob a forma de hashtag que levou grande parte do público a juntar-se à banda em palco para uma despedida merecida, em grande. Eles dizem «#somosdalva» e nós dizemos também.

Fotografia e texto: Tomás Lisboa

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