No seguimento do lançamento do novo álbum, Extinct, os Moonspell passaram esta sexta e sábado em Portugal no âmbito da sua extensa tour europeia, tendo tocado no dia 28 no Hard Club depois de estarem no dia anterior no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Acompanhados pelos gregos Septicflesh, fizeram então esta 17ª data da tour “Road To Extinction” trazendo muitas alegrias ao público da Invicta.

Para uma sala que acabou por encher, antes das portas abrirem não se fazia sentir toda aquela agitação típica de um concerto esgotado, sendo que uma parte do público foi chegando já durante o decorrer do primeiro concerto e até depois deste mesmo ter acabado. Situação esta que pode ter a ver com o facto dos Septicflesh não terem atingido as expectativas no último concerto em Portugal, com Amon Amarth.

Sem grandes atrasos a banda grega subiu então ao palco para iniciar a noite com “War In Heaven”, primeira música do seu mais recente álbum, Titan, que serviu perfeitamente o intuito de introdução com a orquestra a oferecer um build-up poderoso para o resto da música. A banda foi alternando entre músicas dos três últimos álbuns, juntando The Great Mass e CommunionTitan, a destacar “A Great Mass of Death”, “Prototype” e “The Vampire From Nazareth”, com o frontman Spiros Antoniou numa tentativa exaustiva de interagir com o público no decorrer de todo o concerto. «My friends, destroy!» foi provavelmente a frase mais utilizada para incentivar um público que se mostrou bastante receptivo presenteando a banda com alguns coros e uns empurrões nos moshes em algumas das músicas.

Um concerto poderoso com algumas músicas adaptadas para renderem mais e com as orquestras «sampladas» a ouvirem-se nitidamente que culminou com uma saudável interacção com o público nortenho. Com “Prometheus” terminava assim um concerto em todos os aspectos positivo tendo a banda antes de se ausentar reservado um momento para apresentar Krimh, baterista bastante conhecido pela comunidade, como o seu mais recente membro.

 

O Hardclub estava já cheio quando surgiu a introdução de “Breathe (Until We Are No More)” e a banda principal da noite entrou palco. A fasquia estava elevada com o Porto sedento por um concerto de Moonspell há já 4 anos e, de facto, deparamo-nos com uma banda ciente desta ausência que fez os possíveis para recompensar os fãs. A banda liderada por Fernando Ribeiro lançou no passado dia 6 de Março o seu mais recente álbum e utilizou este concerto como uma apresentação quase na íntegra de Extinct escapando apenas o tema “A Dying Breed” do set tocado. Com um registo mais melódico e mais facilmente memorável, este último álbum ofereceu uma boa recepção pela parte do público que cantava e abanava a cabeça ao som de temas como “Extinct” , “Funeral Bloom” – ou «Bloom, Funeral Bloom» como disse Fernando, em tom jocoso ao estilo de James Bond – e “Malignia”.  Entre as músicas mais antigas é de destacar “Raven Claws”, onde foi chamada ao palco a vocalista de Tristania, Mariangela Demurtas, “Night Eternal” e “Ataegina”, que colocou grande parte dos presentes a dançar e serviu o propósito de momento de relaxamento da noite.

Foi com “Alma Mater” que se anunciou um final fictício assumido ao concerto, música esta que Fernando Ribeiro diz que já há muito deixou de ser da banda para passar a ser dos fãs. Apenas para cumprir formalidades  a banda saiu do palco e voltou rapidamente para o encore.  Continuou a dar-se destaque a Wolfheart, primeiro álbum da banda que comemora 20 anos este ano, tocando-se ainda “Wolfshade (A Werewolf Masquerade) e “An Erotic Alchemy”, novamente com a participação de Mariangela Demurtas,  sendo esta última tocada única e exclusivamente no Porto em forma de compensação por parte da banda por não ter passado pelo Norte na tour do álbum Alpha Noir. Como era de esperar a noite acabou com “Full Moon Madness” e com a promessa dos Moonspell não fazerem o fãs esperar outros 4 anos para voltarem a tocar na Invicta.

Fotografia: Joana Coelho
Texto: Ricardo Melo

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