A Amplificasom está de parabéns – são oito anos de entrega e dedicação de uma das promotoras mais ambiciosas na arte de encher o coração.

Pelas redes sociais existem páginas comunitárias que contam que «tudo é melhor no Porto». É impossível que no Porto tudo seja melhor, mas a verdade é que a Amplificasom contribuiu, contribui e contribuirá para que esse argumento faça sentido a respeito da agenda musico-cultural da Invicta.

Quando a nossa equipa se situava numa fase de embrião, já a Amplificasom operava há três anos: primeiro como blog, mas hoje é a promotora que conhecemos e que também temos acompanhado ao longo da nossa existência. Nestes anos em comum, vimos o crescer de uma entidade que ganhou até o seu próprio festival – a experiência célebre que se tornou o Amplifest.

Posto isto, fazemos um flashback daquilo que já vivemos com a Amplificasom. São oito anos que merecem oito eventos com a nossa presença, oito que se revelam bastante especiais – e, claro, nenhuma das edições do Amplifest poderia faltar, pois não conseguimos separar concertos da experiência que é ano após ano.

Amplifest 2012

Estávamos no Amplifest na sua segunda edição. À cabeça, se é que isso faz sentido falar num evento como o Amplifest, verificámos nomes como Godspeed You! Black Emperor, Amenra, UfommamutSix Organs Of Admittance Bohren & Der Club of Gore. Seria a nossa estreia no Amplifest e desde então nunca mais o largámos.

«Assim, no geral, este Amplifest 2012 acaba por ser uma experiência única e diferente, que não se poderá experimentar muitas vezes neste nosso canto à beira mar plantado.» – João Vinagre. Ler mais sobre o Amplifest 2012, aqui.

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Cult of Luna

Os Cult Of Luna estavam de regresso a Portugal depois de uma longa espera. O início de 2013 foi, em parte, marcado pelo lançamento de Vertikal e da data dupla por cá – primeiro no Hard Club, Porto, e depois no Paradise Garage, Lisboa. Estivemos presentes no segundo.

«Com um alinhamento essencialmente focado no recentíssimo álbum, Vertikal (à excepção das músicas “Ghost Trail”, “Owlwood” e “Finland”, dos álbuns Eternal Kingdom e Somewhere Along the Highway, respectivamente), e mostrando uma grande energia e presença de palco, os suecos brindaram o público com um concerto de grande qualidade, não deixando ninguém indiferente. Apesar da falta de comunicação já característica, esta não se fez sentir, pois cada música falava por si.» – Rita Cipriano. Ler mais sobre esta noite, aqui.

Godflesh

Godflesh

Depois de uma primeira passagem naquela que foi a estreia do Amplifest, em 2011, os Godflesh regressariam a Portugal em Maio de 2013 para dois concertos, o primeiro dos quais em Lisboa, no espaço Santiago Alquimista.

«Temas como “Like Rats” e “Christbait Rising” trouxeram a pujança sonora logo a abrir, uma energia devastadora e momentos pesados ao visitar álbuns como Streecleaner e Pure (…). Estiveram presentes algumas conhecidas caras do panorama musical português a prestar o seu agrado de ver como apenas um baixo e uma guitarra acompanhada com uma voz demoníaca é capaz de fazer mossa. Já no final da noite, a dupla esmaga a sala com a poderosa “Crush My Soul” marcando assim a alma dos presentes» – Filipa Alexandra. Ler mais sobre esta noite, aqui.

Amplifest 2013

Cada vez mais ambiciosa a aposta no Amplifest. Foi aqui que testemunhámos um dos vários pontapés de saída da conquista do mundo de Sunbather, dos Deafheaven, a estreia de Chelsea Wolfe em Portugal, um concerto demolidor de Russian Circles e ainda guardámos boas memórias de Year Of No Light e Downfall Of Gaia.

«Mais uma edição e o Amplifest continua a assumir-se como um festival que já deixa saudades, devido ao seu estilo inconfundível. Numa altura em que os festivais estão cada vez mais banalizados, só nos podemos sentir afortunados por assistir a um que tenta oferecer algo de clara diferença e com reconhecida qualidade.» – João Vinagre. Ler mais sobre o Amplifest 2013, aqui.

The Ocean

Post-Amplifest: The Ocean

A verdade é que The Ocean passaram pelo Hard Club no âmbito do Post-Amplifest 2013. Uma sessão a ressacar já a edição que havia passado, contando ainda com concertos de Shining, Tides From Nebula e Hacride. Com mimos destes para afogar as mágoas, há palavras que não se medem.

«Quatro bandas, quatro álbuns a apresentar, quatro estilos distintos… e quatro grandes concertos. O Amplifest encerra assim em definitivo a sua actividade na edição deste ano com uma noite que certamente não fica atrás de todos os concertos já realizados no evento principal. Assim, resta-nos apenas despedir com um «até já», pois para o ano há mais, ficando apenas uma questão por responder: o ‘para o ano’ tem de demorar assim tanto?» – João Vinagre. Ler mais sobre esta noite, aqui.

Church Of Ra

Church Of Ra

Em Abril deste 2014 a Amplificasom surpreendeu com a confirmação da congregação da igreja de Amenra, regressados dois anos depois do concerto no Amplifest 2012, juntamente com outras três identidades da comunhão – Oathbreaker, Hessian e Treha Sektori. Uma noite tingida de negro e fumarenta. Memorável.

«Todos sentiram certamente que este foi um concerto daqueles que não se assiste muitas vezes, em que nos sentimos tão envoltos numa essência abstracta, que nem damos conta da realidade que realmente nos envolve. Quando é assim, podemos constatar o verdadeiro poder da música e da arte em geral. Este é, no fim de tudo, o grande poder de Ra.» – João Vinagre. Ler mais sobre esta noite, aqui.

Celeste

Celeste

Antes de se estrearem em Lisboa, os franceses Celeste mostraram o seu novo Animale(s) no Hard Club. Uma sala cheia de fumo e umas luzes vermelhas aparentemente palpitantes, acompanhadas por um turbilhão de strobes, foram apenas aperitivo visual à barreira sonora imposta pela banda. Antes destes, actuaram ainda os compatriotas Revok e Comity.

«Tão bruscamente como arrancaram e marcaram passo pelo ainda recente e soberbo Animale(s) fora, os strobes deixaram de disparar por entre o fumo e os Celeste tinham dado por concluída a actuação, deixando tão somente o eco das guitarras estridentes soar pela noite portuense fora, nem que pelos tímpanos de quem lá esteve seja.» – Rui Andrade. Ler mais sobre esta noite, aqui.

Amplifest 2014

Swans. Foi com este nome que se iniciaram os planos e se alinharam as datas do Amplifest 2014, com um cartaz de luxo a compor-se aos poucos. Viriam ainda nomes como Cult Of Luna, Ben Frost, Wovenhand, Pallbearer, Yob, Marissa Nadler, Pharmakon, Conan, entre outros.

«Consumado o sucesso desta edição de 2014, podemos perguntar-nos aonde irá um festival que ano após ano tem vindo a elevar a sua própria fasquia. Depois lembramo-nos que perguntas dessas pouco interessam, quando temos a certeza que depois de findado o fim-de-semana, deixamos o herdeiro deste Amplifest em boas mãos.» – Rui Andrade. Ler mais sobre o Amplifest 2014, aqui.

Parabéns.

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