Na passada sexta-feira, Lisboa acolhia uma noite quase de Verão que dava vontade a qualquer um de sair e dar uma volta com a brisa que esta fornecia, porém, acolhia também uma noite de concertos no Paradise Garage!

Os primeiros a abrir a noite da Garage Sessions, foram os recentes Analepsy que pela primeira vez tocaram em chão lisboeta. A começar com “Neo-Born Virus”, os Analepsy conseguiram logo chamar grande parte do público «tímido» à frente. “Genetic Mutations” é o single do EP de estreia e uma das músicas que chamou mais a atenção do público, assim como um cover que tem acompanhado a banda em todos os concertos, “A Bleak Future” de Pathology. O concerto já estava perto de terminar mas parecia que o público que se podia chamar antes de um grupo de amigos ou uma grande família não queria que acabasse. “Post Incubation Period” e “Viral Disease” foram as músicas que encerraram o concerto, mas por surpresa da banda, a família que era o público pediu incessantemente por mais uma última música. Analepsy repete então “Post Incubation Period” acabando o concerto em grande, da mesma maneira como começou.

 

Após um grande aquecimento por parte dos Analepsy, já era hora dos míticos Switchtense subirem ao palco. Estivessemos nós em qualquer parte do país, não haveria maneira de já não se ter certezas de que seria em grande! “Face Off” deu início ao concerto, e desde logo se apercebeu que grande parte das músicas iriam ser cantadas pelo público, visto que até nas músicas que se seguiram, “Second Life” e “Unbreakable”, o vocalista, Hugo, deu o microfone ao público para cantar. Era inevitável não conseguirmos abanar a cabeça ou pelo menos lançar algumas gargalhadas ao longo do concerto, e digo isto com toda a sinceridade, é raro haver concertos em que seja realmente divertido e agradável não só estar-se a ver e a ouvir a banda como também ver o convívio que existe entre a mesma e o público.

Deviamo-nos sem dúvida sentir orgulhosos por ainda existiram bandas que conseguem divertir tanto a audiência e que ao mesmo tempo, com apenas uma música fazer a noite de muitos. Antes de tocarem “We Will Always Be The Same”, a banda e o público cantaram os parabéns ao guitarrista Nuno Pardal, e aproveitando a deixa, Hugo fez uma pequena apresentação da música e acentuou o facto de estarem no mundo da música e de que isso fará sempre parte deles. Acabando com “Infected Blood”, só poderia chegar a uma conclusão: foi o concerto que mais divertiu o público, e a melhor preparação para o que ainda se avizinhava.

 

O final da noite estava próximo, mas ainda havia tempo para mais destruição, desta vez seriam os lendários Grog a subirem ao palco. Abriram o concerto com uma nova música, “Cardiaxe”, já prometida para o próximo álbum. O público que se apresentava agora, era um público já bastante reduzido e cansado visto o atraso da hora, pois Grog começou quando já deveria estar a terminar. Inesperadamente, o vocalista de Simbiose sobe ao palco e canta juntamente com a banda o tema “Splashtherized”, outro dos grandes pontos altos da noite. “Stream of Psychopathic Devourment”, “Beyond the Freakish Scene” e “Sphincterized” foram as músicas que fizeram com que houvesse novamente um aquecimento por parte do público para que este pudesse continuar a noite.

A sonoridade dos lisboetas Grog, fazia qualquer um delirar e eram muitos os que já tinham saudades de presenciar uma banda tão grandiosa em palco. Deve-se acrescentar também que é das poucas bandas em que ficamos completamente hipnotizados com o som do baixo que se assume e apresenta acima de todos os outros instrumentos, tornando-se claro e cativante aos nossos ouvidos.

“Barbie” e “Blood in My Face/Cannibalistic Devourement” deram por terminado uma noite que já ia longa, repleta de cervejas, risos, empurrões e principalmente amizade entre as bandas e o público. Noites assim fazem sempre falta no nosso dia a dia, e agora só nos resta esperar para as próximas Garage Sessions desta natureza.

Texto: Mariana Pisa
Fotografia: Joana Mendonça

Related Posts

Leave a Reply

Your email address will not be published.