ERMO

Darkwave, Electrónica Ritual Portugal Palco Corpo

Os Ermo são a definição viva do célebre sloganprimeiro estranha-se, depois entranha-se“. Este duo bracarense é um projecto de sonoridade única, inovadora, proporcionando um macabro e rico espectáculo ao vivo, que provou ser merecedor de dar o tiro de partida este ano. À hora marcada, subiam a palco para tocar o tema título do novo EP, que sairá ainda este ano, Amor X Quatro. Foram cinco os temas novos, mais do que os quatro do álbum mais recente e que lhes impulsionou a carreira, Vem por Aqui. Por entre as tristes realidades de Porquê, o humor na onda mais dançável de SQN, a crítica à pedofilia camuflada numa bem disposta comédia em Recreio e o explícito Súcubo, sem pudor nem meias palavras para descrever uma íntima índole sexual, foi com o tema final, Pangloss, que o concerto atingiu o ponto alto. Sempre com uma performance irrepreensível a nível vocal e teatral de António Costa, acompanhado por Bernardo Barbosa, o público ficou rendido a esta hora de atmosfera intensa e espectáculo lírico, visual e musical. “Amanhã é um novo dia“, e a continuar assim, será um dia de merecida fama para os Ermo.

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UNI_FORM

Post-Punk, Indie Rock Portugal Palco Corpo

Este dia de aquecimento para o restante festival, presenciado por cerca de 400 pessoas, teve continuação na actuação dos também portugueses Uni_Form. Tal como os Ermo, aproveitaram para apresentar um bom leque de temas do álbum que está por sair, com destaque para os novos singles Valkyria e Solitude. Com o som algo deficiente, sobretudo nos primeiros três temas e parecendo-me excessivamente alto durante todo o concerto, a banda esteve um pouco aquém do esperado, parecendo um pouco morna em palco, com o sotaque do vocalista a estragar um pouco o inglês dos temas. Foi um bom espectáculo em termos de luz, pequenos pormenores de decoração em palco e sobretudo na qualidade dos temas, esses sim, embora soem melhor em estúdio, conseguiram dar textura ao concerto e transpor a qualidade de composição da banda para o palco. Apesar do final mais grandioso de Tonight, foi nessa altura que algum público começou a dispersar, ouvindo-se um burburinho algo incómodo até ao final. Walking On A Fire Line e 1984 foram momentos de breve chama num concerto em lume brando.

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ICEAGE

Post-Punk, Punk Dinamarca Palco Corpo

Substituindo os ingleses Ulterior, os dinamarqueses Iceage poderiam muito bem ter sido a primeiro escolha, estando no mesmo patamar de qualidade dos primeiros. Com uma presença em palco rebelde, como mandam as regras do punk, o nunca sorridente Elias Bender Rønnenfelt não deve nada aos deuses da voz, mas segundo as mesmas regras, este género musical não requer mestres vocais, mas sim uma boa atitude e sonoridade; disso, houve de sobra. Com o som finalmente nítido, permitindo compreender todas as notas por entre a distorção, a banda tocou nove temas num concerto inesperadamente curto, de apenas 40 minutos, destacando-se How Many e The Lord’s Favorite. Pela primeira vez nesta noite, o público finalmente dançou de forma mais liberta, num aquecimento para a primeira das três after parties no Beat Club. A banda foi competente, com uma prestação sobretudo notável do baterista, não tendo decerto desiludido os fãs e fechando o dia num tom mais mexido. O gelo dinamarquês marcou a atitude e sonoridade em palco, a mesma que aqueceu os corpos frios da noite cá em baixo.

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Dia 29: Andrew King, Női Kabát, Oniric, Parzival, Holograms, Aesthetic Perfection

Dia 30: Allerseelen, She Past Away, Darkwood, The Legendary Pink Dots, O. Children, Hocico

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