O festival Vodafone Paredes de Coura tem início oficial já no dia 20 de Agosto, mas há quem já esteja a ultimar os pormenores para seguir viagem no fim-de-semana que o antecede, fazendo de um festival de quatro dias umas férias de sete ou oito.

Ainda assim, é nesses quatro dias de evento que nos concentram os nossos dez motivos. O festival realiza-se de 20 a 23 de Agosto e os passes gerais custam 80 euros. Já os bilhetes diários situam-se nos 40, excepto para o primeiro dia que custa 35. Consulta todo o cartaz e mais informação, aqui.

 

#01 Ambiente 

O próprio festival, pelo ambiente único, é um dos mais antigos do género – daqueles que te levam para o meio do nada e que te permitem montar «residência» nas margens do rio e fugir para férias durante uma semana.

Hugo Lima
 

#02 Franz Ferdinand 

Por serem uma das bandas da vaga indie britânica dos 00’s que se manteve mais fiel ao longo dos anos sem, no entanto, cair na monotonia. Todos temos vontade de matar saudades dos concertos enérgicos que dão e vêm-nos apresentar um novo disco, “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, quatro anos depois. São cabeças-de-cartaz e actuam a 21 de Agosto.

 

#03 James Blake 

James Blake estará em dose dupla no festival. Para além de encabeçar o cartaz e fechar o palco principal do festival no derradeiro dia, participará em modo DJ set em nome de 1-800-Dinosaur pela noite fora. A grande atracção é, claro, o concerto em nome próprio do jovem produtor e músico que recentemente venceu um Mercury Prize para o seu disco “Overgrown” e ainda uma nomeação Best New Artist dos Grammy’s. Não é de espantar, “Overgrown” é um discaço e será mostrado a Paredes de Coura como deve ser.

 

#04 Beirut 

Beirute, a cidade, fica no Líbano, mas é do folk balcânico que o norte-americano Zach Condon faz a sua orquestra. A sua fusão de world music e indie com uma infinidade de instrumentos promete ritmos quentes com capacidade de criar cenários eloquentes e de nos transportar para fora. Os arrepios farão-se acompanhar com a típica pele de galinha. É assim que funciona Beirut, num regresso muito aguardado a Portugal.

 

#05 Buke & Gase 

Este duo de Brooklyn, Nova Iorque, toca com um ukulele de seis cordas e um híbrido entre baixo e guitarra. A poderosa voz de Arone Dyer, que nos lembra um pouco a Karen O e os Yeah Yeah Yeahs, tem variações tão estranhas quanto as das melodias. Uma estranheza que se molda ao ouvido e que nos leva a querer estar lá para ver o que têm para dar ao vivo. A conferir no Palco Vodafone FM no dia 22 de Agosto.

 

#06 Goat

Vêm da Suécia para dar música ao mundo e são, facilmente, apontados como um dos concertos que mais promete nesta edição do Vodafone Paredes de Coura. Seja pela sua mistura de sonoridades, pelas máscaras usadas em palco ou pela festa que darão ao Palco Vodafone FM, não faltam motivos para testemunhar as credenciais deixadas pelo disco “World Music” e pelo igualmente agradável “Commune”, que só será lançado em Setembro.

 

#07 Thurston Moore

Sonic Youth. Se em 2007 foi com eles que Thurston Moore subiu aos palcos do festival, então sete anos depois é a solo que a coisa se torna minimamente possível. Mais há mais. Moore será acompanhado em digressão por Steve Shelley, último baterista integrante dos Sonic Youth, e também por Debbie Googe, baixista de My Bloody Valentine, fazendo já uma super-formação incrível a testemunhar no dia 21 de Agosto.

 

#08 Seasick Steve

Seasick Steve é um músico inacreditável. O seu primeiro disco chegou apenas há dez anos, mas o músico já ultrapassou a marca dos setenta anos de idade. O seu cabelo e barbas brancas não disfarçam e a sua característica voz é mais do que cartão de visita para acompanhar as suas canções balbuciantes com o pôr-do-Sol da Praia Fluvial do Taboão. O blues está muito bem representado.

 

#09 Mac DeMarco 

O jovem canadiano tem apenas dois discos, o mais recente dos quais acabado de lançar – “Salad Days” – e já tem um estilo de assinatura. A recepção deste novo disco pelo mundo da crítica tem sido unânime, sendo apontado como um discos do ano pelas principais entidades profissionais do género, e já candidato ao Polaris Music Prize 2014 no Canadá e concorrendo ao lado de Arcade Fire, Owen Pallett ou Drake. É um autêntico criador de canções orelhudas que se balanceiam entre o indie, o rock, o blues e a pop.

 

#10 Música no feminino

Capicua e Sequin, a nível nacional, mulherões de palco, cada uma no seu género e que, apesar de andarem a correr vários festivais durante o verão, integram bem o cartaz e o cenário das margens do rio Coura, tal como outro mulherão de palco, a norte-americana Janelle Monáe, cabeça-de-cartaz do primeiro dia do festival. Mas há mais: é conferir o resto do cartaz.


 

Fotografia: Hugo Lima
Autora: Rita Bernardo

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