Decline & Fall EPExiste um certo tremor tendo em mãos a primeira novidade de Godflesh desde 2001. Não só por ser novo, mas por ser Godflesh, existe um risco associado a uma carreira que parecia intocável e incapaz de lhe ser adicionada novos frutos. O EP “Decline & Fall” é o primeiro trabalho desde “Hymns”, que nos havia despedido da banda, confirmando a tendência de regressos de entidades brilharam no rudimento dos anos 90. É verdade: Justin K. Broaderick e G. C. Green estão mesmo aí para nos esbofetear de novo com os ritmos que fizeram de “Streetcleaner” uma obra incontornável do género.

Parecia inevitável os lançamentos surgirem depois de alguns anos de volta à estrada, onde Portugal até já foi presenteado com três concertos, pelo que antes do tão esperado álbum, existe “Decline & Fall” para aguçar o apetite a meio-gás. Mas meio-gás só mesmo na duração. Os ruídos estáticos estão presentes, os riffs megalíticos estão realmente corpulentos e a pujança industrializada da carne-de-Deus exige que estes ritmos sejam escutados nas divisas dos tímpanos. São quatro malhas, com o total a rondar os vinte minutos, que conjuram a repetição da audição. É isto. É mesmo isto. Se havia algo que os Godflesh pudessem fazer para continuar a lustrosa discografia, era algo neste sentido. Não temam, eles sabem bem o que fazer, com uma sonoridade de assinatura irrevogável, perdurando-se numa arca frigorífica até aos presentes dias.

Num território e numa liga que é só deles, Broderick e Green dão o pão à fome e enchem a barriga dos ocupados com questões e receios do que estaria para vir em nome de Godflesh. O novo álbum, “A World Lit Only By Fire”, sai ainda este ano, mas até lá existe um pequeno banquete para saciar o desejo.

// Nuno Bernardo

Existe um certo tremor tendo em mãos a primeira novidade de Godflesh desde 2001. Não só por ser novo, mas por ser Godflesh, existe um risco associado a uma carreira que parecia intocável e incapaz de lhe ser adicionada novos frutos. O EP "Decline & Fall" é o primeiro trabalho desde "Hymns", que nos havia despedido da banda, confirmando a tendência de regressos de entidades brilharam no rudimento dos anos 90. É verdade: Justin K. Broaderick e G. C. Green estão mesmo aí para nos esbofetear de novo com os ritmos que fizeram de "Streetcleaner" uma obra incontornável do género.…
Broderick e Green dão o pão à fome e enchem a barriga dos ocupados com questões e receios do que estaria para vir em nome de Godflesh.

[EP / Avalanche Records / 2 Junho 2014]

Classificação

82%

Broderick e Green dão o pão à fome e enchem a barriga dos ocupados com questões e receios do que estaria para vir em nome de Godflesh.

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