A quente noite de sábado começou com uma grande fila à porta da República da Música, algo que não se via em concertos do género já há algum tempo. Afinal de contas seria foi a primeira vez que os Architects tocaram na capital, banda que é considerada uma das melhores no género e deram provas disso e muito mais. Para abrir as hostes da noite tivemos as bandas Martyr Defiled (ingleses que também tocaram em Lisboa pela primeira vez), The Year de Leiria e More Than A Thousand.

Embora muitos tenham estranhado o facto de serem os britânicos Martyr Defiled a abrir, foi assim mesmo que aconteceu. No entanto nada os parou de darem tudo no seu espectáculo, com uma grande parte dos presentes que se notava que estavam lá claramente para os ver.

Pouco depois foi a vez dos The Year tomarem o palco. Os antigos My Cubic Emotion, que após acabarem a banda criaram uma nova com este nome, também tiveram um grande apoio do público (principalmente do público que já guardava lugar para More Than A Thousand) com bastantes singalongs e sorrisos.

Já muitos olhavam para o relógio quando More Than A Thousand começaram a tocar, mas poucos se importaram com a hora tardia. Afinal esta é capaz de ser a banda portuguesa no género com o maior número de fãs e isso reflectiu-se bem durante a noite. Comparando ao público que estava na frente durante o set de Architects arrisca-se a dizer que que estaria mais gente durante MTAT, talvez também devido à hora dado que os dependentes de transportes públicos possam ter sido obrigado a abandonar República da Música mais cedo do que gostariam. O público era maioritariamente bastante jovem, mas nada os impediu de fazer a festa com temas como ‘It’s Alive’ ou ‘No Bad Blood’. ‘Roadsick’ ficou de fora devido à falta de tempo (tal como ficou ‘Early Grave’, de Architects).

 

Pouco depois chegou a hora de os britânicos Architects mostrarem o que valem, o momento pelo qual muitos esperaram anos – desde o “Hollow Crown”, pelo menos. O set começou com o tema de abertura do novo álbum, ‘Gravedigger’, cantado em uníssono pelos presentes, seguido de ‘C.A.N.C.E.R.’. O concerto continuou com ‘Even If You Win, You’re Still A Rat’, ‘Alpha Omega’ e ‘Naysayer’ dando início aos milhares de stage dives que se avistaram ao longo do resto da noite. É de notar a excelência com que a banda interpreta os temas, com guitarras, bateria e baixo completamente sincronizados, sem alguma falha, e a voz de Sam igual, repita-se, igual ao registo no álbum. Seguiu-se ‘The Devil Is Near’, tema do recente álbum “Lost Forever // Lost Together”, que aborda o massacre a golfinhos no Japão – a banda apoia até a organização Sea Shepherd. O set continuou com a mesma perfeição que começou, com mais temas do último registo e clássicos como ‘Follow The Water’. Sam disse que o último tema da noite seria ‘Broken Cros'” e que teriam de acabar o espectáculo, mas voltaram para tocar a indispensável ‘These Colours Don’t Run’. Após as primeiras notas do sample que introduz o tema, o caos estava instalado e o cântico de intervenção «you had it all, you fucking pigs» nunca fez tanto sentido.

Fotografia: Manuel Casanova
Texto: Diogo Camacho

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