Sem dúvida um cartaz muito invulgar, aquele que a sala de concertos Fantasma nos apresentou. Situada no Cais do Sodré, ainda nem fez um mês desde que abriu portas, e desde então tem tido obras diárias em ambos os pisos, o cheiro a tinta ainda é evidente e a recuperação do espaço tem sido feita para também receber exposições e está à disposição de todos para a realização de qualquer tipo de concerto.

 

CORPUS CHRISTII

Após há uma semana atrás os Morte Incandescente terem la tocado, projecto no qual colabora com Vulturius da banda Irae, eis que Nocturnus Horrendus regressa mas com a banda que ele mesmo criou. Com um som, digamos, bom, embora um pouco alto, e com passagem por quase todos os álbuns da banda, os Corpus Christii deram um concerto digno de registo. Ainda estavam pessoas a entrar e já a banda estava a tocar “The Fire God”. Foi a perguntar ao público se sabem o que é ser apunhalado pelas costas que Nocturnus Horrendus apresentou “Stabbed”, com isto deixo nota de destaque ao muito comunicativo, expressivo e extrovertido NH, sempre com algo para dizer ao público presente. “Victoria Cruenta” e “In The Rivers Of Red” foram algumas das músicas que agradaram às menos de 200 pessoas presentes.

 

Setlist: In League… | The Fire God | Stabbed | The Owl Resurrection | Crimson Hour | The Styx Reflection | Victoria Cruenta | Evasive Contempt | In The Rivers Of Red | All Hail!

 

MATA-RATOS

Mesmo com quase uma hora de atraso em relação ao previsto, não demorou muito até começar o “bailarico” no concerto de Mata-Ratos. Se Corpus Christii serviu para alguns curiosos terem um pequeno gosto do que se faz no extremo da música pesada, Mata-Ratos serviu para os mais reservados se libertarem das correntes. A banda de Oeiras já é uma instituição da musica nacional, as letras de “Dança Com A Merda”, “Outra Rodada” e “És um Homem ou és um Rato” estão na ponta da língua de muitos, tal como se verifica em todos os concertos com bastantes pessoas a cantarem juntamente com Miguel Newton, que ainda se mantém uma figura com energia e sem medos de ir para o meio do publico. O clássico “A Minha Sogra É Um Boi” continua aquele hino obrigatório. No Fantasma a festa foi muita e que venham mais concertos assim nesta sala, que tem tudo para ser um ponto obrigatório de muitas bandas.

 

Setlist: Napalm na rua Sésamo | Rock Radioactivo | Raça Humana | Dança Com A Merda | No meu sonho era o Figo | Outra Rodada | Menina da rua | Ratos | Deus, Pátria e Família | És um Homem ou és um Rato | Zebedeu | Amor Eterno | C.C.M. | Inocente o Doente | Gangue das batinas | Paralisia Cerebral | Eu Tenho Um Pobre | Xu-Pa-Ki | A Minha Sogra É Um Boi | Bar Galileia

 

 

Reportagem: Marco António Pires
Fotografia: Carlos Morais da Silva

Agradecimentos: Fantasma

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