No derradeiro dia de Janeiro de 2014, arrancou no Texas Bar, Leiria, a Prostitour, que manterá os hardcorers The Year (projeto nascido nas cinzas dos My Cubic Emotion) na estrada durante 2 meses, de norte a sul do país (mais a sul que a norte, verdade seja dita!). Este concerto de abertura foi também um dos 5 com a participação dos Iodine, banda emergente de Hardcore/Metal nacional que apresenta este ano o seu novíssimo EP Izabel.

Foi para uma plateia de cerca de 70/80 pessoas que os Iodine deram início à sua atuação, quando faltavam pouco mais de 10 minutos para a 1 da manhã. Num início um pouco atribulado a nível vocal, com a voz nos 2 primeiros temas pouco audível, o concerto lá se foi desenrolando a um ritmo interessante, com a boa prestação técnica a contrastar um pouco com o ainda falta de à vontade em palco, isso sim, nada em contraste com o público, que esteve durante todo o concerto bastante tímido e resistente aos apelos do vocalista para se aproximar. Intercalando temas novos com os mais antigos, foi com Tempest/Dawn e Darker Days, Brighter Nights (tema final) que a qualidade da banda mais sobressaiu, num agradável e extremo concerto de 40 minutos, tempo para cerca de uma dezena de músicas de Hardcore intenso, imprevisível e denotando potencial para a banda evoluir bastante no futuro.

Menos de 20 minutos após o final dos Iodine, subiram a palco os The Year, projeto de nome recente mas com músicos já experientes nestas andanças, sendo bastante acentuada a diferença no à vontade em palco. Num registo mais melódico nos refrões, com voz clean em todos eles, e usando e abusando de breakdowns, a banda de Pombal mostrou-se bastante comunicativa e simpática, agradecendo a presença de todos mais do que uma vez. Esta empatia com a plateia deu frutos, com alguns momentos mais quentes na fila da frente, que em conjunto com a boa prestação da banda deram um grande ambiente a este concerto. Temas como Prostitunes, o quinto na setlist e que deu o nome à tour, Suck My Teeth (ver videoclip), Sylvester’s Alone e o tema final (no 2º pseudo-encore) Karma Farmer foram os que melhor receptividade tiveram, com grandes momentos que merecem ser experienciados ao vivo. Se em estúdio os The Year não me convenceram, ao vivo a história é outra!

 

Fotografia: Tomás Lisboa
Texto: David Matos

2 Responses

Leave a Reply

Your email address will not be published.