Quase um ano depois da última visita a Portugal, os Brit Floyd mais uma vez cantaram, tocaram e encantaram, com um daqueles magníficos concertos em que as palavras para o descrever são meramente escassas.

Formados em Liverpool em 2011, a banda britânica liderada pelo músico Damian Darlington já tocou para mais de meio milhão de pessoas, recriando na perfeição muitos dos clássicos da banda de David Gilmour, Roger Waters, Rick Wright, Nick Mason e Syd Barrett.

Pontualmente às 21h30, as luzes apagaram-se e ouviram-se as primeiras batidas de ‘In The Flesh?’. Seguiu-se o alinhamento do álbum “The Wall” até à música ‘Mother’, com especial destaque para o hit internacional, a icónica ‘Another Brick In The Wall, Pt.2’ que marcou e continua a marcar geração atrás de geração até aos dias de hoje, e dos mais velhos aos mais novos, todos fizeram questão de marcar presença no MEO Arena, apesar da noite fria e chuvosa.

Seguiram-se mais alguns êxitos como ‘Shine On Your Crazy Diamond’ (a sua primeira parte), ‘Welcome To The Machine’ e do álbum de 1973, “The Dark Side Of The Moon”, ouvimos as cinco últimas músicas, desde ‘Money’ a ‘Eclipse’ que fechou assim a primeira parte do concerto. Depois do intervalo de vinte minutos, instalou-se uma harmonia contagiante proporcionada por músicas dos álbuns “Animals” e “The Division Bell”. Darlington agradece aos presentes com um «obrigado» e anuncia que vai-se iniciar a ultima set da noite, composta por algumas das músicas mais famosas dos Pink Floyd. Ouve-se um tic-tac tic-tac seguido de várias campainhas, e o público aplaude entusiasmado. A música era obviamente ‘Time’, que é sucedida pela arrepiante ‘The Great Gig in the Sky’. E claro, não podiam faltar as maravilhosas ‘Wish You Were Here’ e ‘Comfortably Numb’, e por fim, o encore é nos dado com ‘Run Like Hell’.

P·U·L·S·E – Pink Floyd Ultimate Light & Sound Experience, oferece-nos isso mesmo, uma verdadeira experiência de luz e som à semelhança do que eram os concertos dos Pink Floyd, e com a ajuda também da imagem, que era projectada em pano de fundo sob a forma de vídeos alusivos a cada música, proporcionou ao público um concerto inesquecível, tanto para quem nunca pôde ver os originais, como para os que tiveram essa feliz oportunidade e puderam aqui reviver alguns desses momentos. Os mais cépticos vão dizer sempre que – não é a mesma coisa – e obviamente que não é, mas ninguém poderá negar o excelente trabalho destes excelentes músicos que magnificamente conseguem trazer a magia dos Pink Floyd novamente para palco.

Texto: Rute Pascoal
Fotografia: Manuel Casanova

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