Os Avenged Sevenfold voltaram a Portugal e encheram pela segunda vez o Campo Pequeno, desta vez para apresentar o seu mais recente “Hail To The King”. Passaram-se apenas 2 anos desde a sua última visita mas os fãs já esperavam ansiosamente por este concerto, sendo que logo de manhã já se formavam filas ao pé das grades e houve até quem lá tivesse passado a noite.

Pelas 19h30 o recinto e as bancadas já se encontravam bastante compostas e coube aos suecos Avatar fazerem as honras. Com ‘Torn Apart’ entraram em palco e pouco depois o sangue já começava a aquecer. Seguiram-se ‘Let it Burn’ e ‘Paint Me Red’, tema este que agradou bastante ao público. Sem contar com o novo single ‘Vultures Fly’ a setlist foi toda ela composta apenas por temas do álbum “Black Waltz” de 2012. Apesar de serem uma banda desconhecida pela maioria do público, conseguiram cativar as bancadas e mover a plateia que entre moshes e circle pits fazia subir a temperatura do recinto.

Tal como os Avatar, também foi a primeira vez que os californianos Five Finger Death Punch pisaram um palco português, mas ao contrário dos suecos, estes já têm uma legião de fãs bastante sólida, o que se notou logo na primeira música, ‘Under And Over It’, onde a letra ecoava por toda a arena. A adrenalina na plateia estava ao rubro e isso notou-se em temas como ‘Burn it Down’ e ‘Lift Me Up’ que puxavam pelo mosh e pelos circle pits, alguns deles até a pedido do vocalista Ivan Moody, que muito surpreendido, elogiou a energia do público português. Seguidamente deu-se um dos momentos mais arrepiantes da noite com a cover ‘Bad Company’, dedicada a todos os presentes. A energia em palco também era contagiante, os 5FDP com certeza sabem como dar um bom concerto e meter toda a gente a saltar constantemente. A pujança empregue em ‘Burn MF’, que deixou muitos sem fôlego, logo a seguir foi acalmada com ‘Far From Home’, outro dos momentos altos da noite. A terminar em grande, um regresso ao primeiro álbum com ‘The Bleeding’, onde o Campo Pequeno se iluminou com as chamas de isqueiros e luzes de telemóveis.

Recebidos como reis, e mesmo antes de entrarem, o público clamava por eles. O gigante deathbat, símbolo da banda, surgiu por de trás das cortinas e logo a seguir os Avenged Sevenfold subiram ao palco. ‘Shepherd of Fire’ deu início ao grandioso espectáculo que se adivinhava pela frente, onde o jogo de luzes e as bolas de fogo expelidas pelo deathbat iam acompanhando os riffs e aumentando o entusiasmo do público. Seguiram-se ‘Critical Acclaim’ e ‘Welcome To The Family’, tema este que o M. Shadows dedicou a todos os que os estavam a ver pela primeira vez e que se notava ser, no geral, uma nova geração de fãs que se erguia. O novo álbum também já parecia estar na ponta da língua, já que se seguiram ‘Hail to the King’, single homónimo do álbum, e ‘Doing Time’, ambas cantadas tão alto que M. Shadows até se «queixou» que mal se conseguia ouvir a si próprio, afirmando que este era um dos melhores, se não o melhor público da tour. O público, que até aí gritava «Sevenfold», substituiu momentaneamente o grito por «Portugal» e uma bandeira portuguesa voou até às mãos de Shadows.

Do álbum de 2010, “Nightmare”, tivemos três de seguida: ‘Buried Alive’, ‘Fiction’ – tema que serviu para relembrar Jimmy “The Rev” Sullivan – e a homónima ‘Nightmare’, que causou o já esperado efeito efusivo nos fãs, que se prolongou na música ‘Afterlife’. Depois do solo de Synyster Gates, a quem se juntou seguidamente o novo baterista Arin Ilejay, ouvimos a épica ‘Requiem’ onde os versos em latim se sobressaíam e, a par com as explosões de fogo que quase pareciam deixar o palco em chamas, Shadows gritava «In flames, in flames, in flames!». Para terminar a primeira parte, ‘Bat Country’ fez o delírio dos fãs, que cantavam em plenos pulmões uma das músicas mais emblemáticas da banda. Seguiram-se alguns minutos de descanso, mas poucos, pois ainda restavam os últimos cartuchos para gastar. Assim que os A7X voltaram ao palco, o público juntou-se a cantar ‘So Far Away’, numa tentativa de convencer a banda a tocá-la, mas infelizmente, foi mal sucedida.

 ‘Chapter Four’ e ‘Unholly Confessions’ terminaram a actuação e foram por muitos os momentos mais fortes da noite, onde o público fez barulho e deu tudo o que tinha a dar, mostrando que os portugueses sabem como fazer uma festa. No final, ficou a promessa de um regresso no próximo verão, seguida de uma distribuição de palhetas e baquetas – pequenas recordações de mais uma noite de peso na capital.

Texto: Rute Pascoal
Fotografia: Marco Trigo

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