Parece que a crise e o mau tempo afastaram os portuenses de se deslocar ao Hard Club para ver os suecos Hypocrisy e devido à baixa venda de bilhetes o concerto foi transferido para a sala 2 do Hard Club, mas não era isto que ia parar os suecos Hypocrisy, os dinamarqueses Hatesphere e os portugueses Theriomorphic de abalar a invicta com um concerto abismal. Começaram então os concertos com Theriomorphic a abrir com o seu death metal. Ainda com a sala pouco composta e com uns curtos 30 minutos de concerto foi um bom início de noite apesar de alguns problemas de som.

Depois dos portugueses Theriomorphic, foi altura de os dinamarqueses Hatesphere de subirem ao palco e demonstrarem todo o poder do seu thrash/death. Já a sala se encontrava bem composta, os dinamarqueses deram um concerto cheio de energia e muito headbang e alguma comédia à mistura com a sua introdução e interlúdios e isso fez-se sentir no público. Formaram-se os primeiros mosh pits e o ambiente começou a aquecer. Desde ‘Lies and Deceit’ até “Sickness Within”, que foi a ultima música da setlist, a banda não parou de dar uma injecção de adrenalina e poder com os seus riffs rápidos, groovies e pesados. Um excelente concerto por parte dos dinamarqueses, espera-se agora que cá voltem mas desta vez em nome próprio.

Setlist: Lies and Deceit | 500 Dead People Floating | Resurrect with a Vengeace | Murderlust | Hate | Drinking with the King of the Dead | Disbeliever | Sickness Within

Chegou então a hora dos mais esperados da noite, os suecos Hypocrisy que vieram a Portugal para derrubar a invicta com o seu death metal melódico. Começaram o concerto com a faixa título do seu mais recente álbum, “End of Disclosure”, com o público em coro a cantar os refrões juntamente com Peter Tägtgren. Seguiu-se então mais uma música do mais recente álbum – ‘Tales of Thy Spineless’ com o publico portuense a responder com mosh pit e grande energia. Peter Tägtgren então mencionou que iriam tocar algumas malhas antigas tal como iriam tocar algumas mais recentes, e o frontman não nos enganou: tocaram clássicos como ‘Left to Rot’, ‘Necronomicon’, ‘Roswell 47’ (neste caso… ‘Porto 47’) e ‘Adjusting the Sun’ e malhas mais recentes como as já referidas ‘End of Disclosure’, ‘Tales of thy Spineless’ e ‘The Eye’. Um excelente espectáculo, que apesar de o som não estar perfeito, sendo a banda completamente irrepreensível, desde o instrumental à voz única de Peter. Terminaram o concerto com ‘The Final Chapter’ mas esperemos que este não seja o capitulo final e que os Hypocrisy voltem a terras lusas num futuro próximo. Foi portanto um concerto que ficou marcado pela transferência para a sala 2, o que acabou por se tornar num concerto mais íntimo, sem grades a separar o público do palco, e com todas as bandas a mostrarem uma grande prestação com destaque para os cabeças de cartaz.

Setlist: End Of Disclosure | The Tale Of Thy Spineless | Fractured Millenium | Left To Rot | The Eye | The Abyss | Valley Of The Damned | Fire In The Sky | Necronomicon | Buried | Elastic Inverted Vision | Warpath || Encore || Roswell 47 (Porto 47) | Adjusting The Sun | Eraser | The Final Chapter

Texto: Afonso Aguiar
Fotografia: Rita Mota

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