A Amplificasom anunciou este ano as chamadas sessions que visam reforçar o evento principal – o Amplifest – pelo qual toda a gente já espera e desespera há meses. Ora isto são óptimas maneiras de matar as saudades das edições passadas e brindar as pessoas com eventos especiais para que a ansiedade não mate ninguém.  A banda escolhida para o primeiro contacto com o festival foi Moon Duo.

O inicio deu-se com uma forte batida na bateria da qual imediatamente se seguiu uma camada de psicadelismo protagonizada pela guitarra e voz do Ripley Johnson e Sanae Yamada nos seus diversos teclados e pedais. É uma dupla perfeita de músicos que agora é acompanhada pelo John Jeffrey no ritmo. Desde os primeiros momentos da actuação somos contagiados pelo frenesim suave e dançável do som.

A presença de um baterista de carne e osso na actuação dos Moon Duo confere uma outra vivacidade as músicas e a própria experiência torna-se ainda mais contagiante. E falando em experiências, as projecções que iluminavam a sala transportavam todos os presentes de imediato para uma viagem de vida, de tão surreais e contorcidas. Foi bastante especial, toda a envolvência que se criou com o som, a luz e o público. Algo de fantástico e merecido de se viver no momento. Visto a sala ser de tamanhos compactos, conseguíamos sentir as luzes e a projecção em todos os cantos da casa. Com o armazém a abarrotar de gente, o calor ia apertando cada vez mais porém se olhássemos a volta estava tudo quase como que hipnotizado pelo som e os seus padrões de repetição deliciosos. O excelente álbum “Circles” estava a ser rodado e os nossos ouvidos agradeciam.

Mereceu toda a enchente possível e não foi nenhum espanto que todos os presentes saíram do concerto ainda mais motivados e impacientes pelo grande fim-de-semana que se avizinha em Outubro.

Texto: Nikita Rusnak
Fotografia: Maria Louceiro (gentilmente cedidas pela Amplificasom)

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