Aproveitando o facto dos Evergrey estarem em Portugal para tocar no Vagos Open Air, agarramos a oportunidade de conhecer os rapazes nos bastidores para uma entrevista… bem, foi mais uma conversa informal com o Tom e o Rikard, durante a maior parte do tempo, mas também com o ex-guitarrista de Royal Hunt, Marcus Jidell, e o ex-baixista de Therion, Johan Niemann. Cervejas foram bebidas, cervejas foram faladas, houve gargalhadas e eu e o Sílvio tivemos o privilégio de conhecer estes tipos porreiros e humorados. Espero que nos perdoem por deixarmos de fora uma boa parte dos momentos mais hilariantes e sórdidos, porque foram o fruto de quatro javardos a divertirem-se, e que consigam ter prazer nesta entrevista, pelo menos tanto quanto tivemos a faze-la. Os nossos agradecimentos aos Evergrey e ao Pedro Gonçalves: MrKool, sempre.

Marco: Olá pessoal. Primeiro de tudo, espero que estejam a gostar da vossa estada em Portugal

Tom Englund & Rikard Zander: Sim, absolutamente!

MT: Como está o tempo, comparado com o da vossa pátria?

TENa verdade, bastante parecido. Temos tido um Verão muito quente na Suécia. Quando saímos, estavam uns 27 graus, portanto…

EV RS01MT: Então é um bom dia para rockar no duro?

TE: Queres dizer quando está quente? Torna mais duro rockar!

MT: E já que está tão quente, tenho de vos perguntar se preferem tocar em festivais como este ou em locais fechados.

RZ: Oh, ambos são fantásticos. Nas digressões tocamos em muitos locais pequenos, portanto desde que possamos tocar em ambos, é excelente.

TE: Quer dizer, é claramente melhor estar sentado lá fora no Verão em vez de em algum camarim merdoso na Alemanha no Inverno. Está a chover, está a nevar. E é porreiro conhecer todo este pessoal, sabes: os fãs que temos, as outras bandas, esse tipo de coisas.

MT: Tenho seguido a vossa carreira desde o início e vocês tocam uma mistura de Power Metal e Metal Progressivo muito única. Pergunto-me o quanto se deixam influenciar por outras bandas ou se isolam para criarem a música desde dentro.

TE: Em primeiro lugar, vim de um background Death Metal, e por isso foi o que quis incorporar em Evergrey, mas temos a melodia, e um modo de cantar “normal”, e todavia mantém-se o lado mais negro disso. Nunca soamos como qualquer outra banda, o que nem sempre resultou em nosso favor, mas de certo modo sempre fomos únicos. Se começas algo a pensar “quero soar a Rammstein”, então já tens a cabeça posta naquilo que queres fazer, mas se crias música, vem sempre de dentro. Daí, és sempre influenciado por todas as bandas que ouves, de modo que consegues encontrar pedaços de Iron Maiden, Pink Floyd… Mötley Crüe nem por isso! Todos estes aspectos estão na música de Evergrey porque és influenciado por toda a gente.

Sílvio Jesus: Então não é só a banda, mas tudo na vossa vida que vos influencia para fazerem este som único.

RZ: Eu acho que nos deixamos influenciar por qualquer coisa e depois, no fim, quando se trata de tons, de vozes, soa como Evergrey de qualquer modo.

TE: Sim, é como se passasse por uma espécie de filtro Evergrey.

MT: Uma coisa que sempre notei ao rever os vossos álbuns é que sempre fizeram letras que importam. Não é sobre clichés habituais do Metal. Quais são as vossas mensagens? O que querem transmitir?

TE: Bom, eu escrevo sobre coisas que tenho vindo a experienciar eu próprio, e não tenho andado a lutar com dragões de espada em punho, nem dormi com 200 raparigas na Sunset Boulevard, portanto fiz outras coisas.

 SJ: Coisas aborrecidas!

TE: Vou cortar os pulsos! Quer dizer, claro que as letras sempre foram importantes para mim. As letras são tanto uma arte quanto a música, mas isso é a minha visão pessoal. Creio que se te focares em descobrir e entrar nas letras, isso abre-te um mundo maior que podes, tu sabes: devorar.

EV RS02

MT: Fizeste questão de afirmar que hoje em dia é mais difícil viver da música. Tens visto essa mudança na indústria musical?

TE: Definitivamente! Vês isso em tudo, desde as vendas de álbuns até aos pré-pagamentos que recebemos por álbum. Quer dizer, para nós está 1/3 mais baixo. Costumávamos ter excelentes pré-pagamentos porque conseguimos excelentes contractos. E hoje em dia é impossível, porque o mercado mudou, portanto não podemos fazer exigências porque não vai funcionar. Creio que algo acontecerá na indústria, quando alguém tiver uma ideia de quem nos pagará, sabes? Sejam as empresas de informática por contribuírem para os downloads… mas sim, é uma diferença de monta para nós, desde há 17 anos atrás.

MTDezassete anos é como um segundo. Está a progredir assim tão depressa?

TE: Sim, mas… os últimos dois álbuns, é quanto? Cinco anos? A partir daí tornou-se muito mais rápido.

MT: Então têm de encontrar…

TE: Novos modos de fazer dinheiro, sabes? Não dar tudo à editora, dizer que mantemos os direitos para tudo, como outros países e licenças para outros países. Talvez consigas fazer a mesma quantia, mas tens de lidar com muitos tipos de pessoas por outro lado, o que é uma merda.

MT: Sentes que há alguns anos estavam a fazer música pela música, e agora a música é apenas uma montra para publicitar os vossos concertos e têm de tocar mais ao vivo, vender mais merchandise?

TE: Não tanto, mas o que queremos é poder fazer isto. Demora uma certa quantidade de tempo, que é 24 sobre 24 horas a gravar um álbum, mas demora talvez 2-3 meses a escrever a tempo inteiro para fazer tudo. Além disso tens de o gravar. Portanto, somos cinco adultos com famílias e temos coisas a pagar, sabes? Então é impossível fazer um álbum só com ar, e é por isso que estamos numa posição agora em que estamos a decidir o que queremos fazer: se vamos fazer outro álbum, no sentido de o fazer com uma editora, se o vamos lançar nós próprios no Facebook, ou o que seja. De certo modo, há muitas mais possibilidades agora. Apenas tens de encontrar a maneira correcta.

SJ: É uma abordagem mais directa.

TE: Já fazemos isso, com os patrocínios, produção e coisas que tais.

MT: Com as novas tecnologias vocês têm a pirataria, mas também o Facebook ou Youtube, portanto pensam poder contornar as perdas e compensá-las?

TE: Acredito que há uma maneira de o fazer. Fizemos sete ou oito vídeos e no início tínhamos grandes quantias para os fazer e agora é impossível porque ninguém os verá sem ser no Youtube. Portanto é estúpido gastares 50,000€ num vídeo, alugar uma máquina caríssima porque queres que a imagem fique extremamente bem, e depois vê-lo no iPhone… isso… isso é valor pelo teu dinheiro! E a música? Grande música, yah…

Quando começa a arrancar-te o coração artístico, fazer música, então eu tenho um problema a fazer música.

EV RS05

MT: Alguns anos atrás, entrevistava os Silent Force e eles confessavam-se algo desiludidos pelo tempo dedicado a fazerem um álbum para as pessoas depois os ouvirem em leitores de mp3 de treta. Sentem o mesmo?

TE: Hoje há tantos auriculares excelentes, portanto eu prefiro ouvir CD’s constantemente com auriculares (CD’s… ainda existem?). O problema há uns 5-8 anos era que as pessoas sacavam música para ficheiros de 128kbps que tinham um som de merda e então queixavam-se a bandeiras despregadas: “oh a produção é uma merda”. Primeiro sacam o álbum de antemão, e depois julgam cinco meses de trabalho em dois minutos de audição de um mp3 merdoso.

É como ver um filme inteiro numa pequena televisão a preto e branco, sem som.

MT: Uma questão que gostaria de colocar é que para o “The Glorious Collision” a banda recebeu três novos membros. Isso mudou muito o modo como fazem música, o modo como compõem?

TE: Yah,claro! Quer dizer, 60% da banda foi-se embora, portanto é claro que mudou o modo como os Evergrey iriam soar em “The Glorious Collision”, não importa o quanto os restantes escrevessem. O Marcus (Jidell, guitarra, ex-Royal Hunt) contribuiu com duas ou três músicas, mas todos contribuíram pelo mero facto de lá estarem, mas claro que teve um grande efeito a saída de dois membros que escreviam muita da música.

Por outro lado, eu e o Rikard começamos a escrever, o que trouxe ao de cima um novo lado dos Evergrey, e depois comecei a escrever com o Marcus, portanto mais uma vez soa a Evergrey, mas soa também diferente.

MT: Uma evolução?

TE: Sim.

MT: Algumas bandas têm receio da instabilidade, mas vocês passaram por muitas mudanças de alinhamento: isso também significa evolução.

TE: Absolutamente! Quer dizer, os Evergrey nunca soaram iguais de álbum para álbum; não há dois álbuns que soem idênticos. Há mudanças de local, de estúdio, de escrita, eu melhorei a minha voz, melhoramos a nossa perícia instrumental, éramos muito novos quando começamos, portanto esta progressão tem acontecido ao longo de toda a nossa existência de qualquer modo, então quando leio “oh meu Deus, este álbum é completamente diferente!”… Yah! Como qualquer outro álbum!

MT: Para os restantes rapazes, como tem sido tocar com a banda?

TE (para o Johan Niemann, baixo): Queres voltar para os Therion?

Johan Niemann: Nãooo…

MT: Eu perguntava como é tocar com os Evergrey.

JN: Horrível! Não, é excelente, divertimo-nos imenso e espero que comecemos a trabalhar num novo álbum em breve, portanto sim, é divertido!

MT: Isso é algo que queria perguntar-vos: vão começar a trabalhar num álbum novo no futuro próximo, ou estão demasiado ocupados em digressão?

TE: Não estamos nada ocupados. Já passaram dois anos e meio desde o lançamento do “The Glorious Collision”. Nós dissemos “OK, vamos fazer os concertos que conseguirmos este ano”, portanto estamos contentes pelo que conseguirmos tocar este Verão. Agora temos estado a tentar decidir o que fazer há meio ano, mas creio que estamos a chegar a uma conclusão.

RZ: Sabemos quanto esforço é necessário para fazer um álbum, então temos de estar mesmo preparados e focados para dizer “OK, vamos começar”, porque então teremos de por uma grande quantidade de tempo na tarefa. Não podemos fazer um álbum até meio, temos de o levar até ao fim se queremos que leve a algo.

EV RS04MT: Vão lança-lo de forma independente?

TE: Tu disseste álbum, eu nem sei. Falamos de lançar músicas: talvez uma em Agosto, uma em Novembro, outra em Dezembro… porque não é como se os Evergrey tivessem de provar algo a alguém. Não estamos a tentar ganhar por aí além em público; é impossível para nós e já marcamos a nossa fasquia de certo modo. Julgo que seria porreiro lançar uma música.

MT: De que parte da música mais gostam: compor ou tocar ao vivo?

TE: Isso é uma pergunta sem resposta possível. É um pouco como o sexo: de qual parte do sexo gostas? Quando te vens ou a foda? Eu gosto de ambas!

RZ: Quando começamos, vocês falaram disso, nós fazemos um álbum para podermos sair e tocar, mas quando estamos no processo de fazer ou escrever, também é excelente. Mas para mim, pessoalmente, nada bate a parte ao vivo da coisa. É disso que eu mais gosto.

TE: Eu acho que gosto mais da composição, quando estás naquele momento em que as coisas acontecem: “ah!”. Não me parece que obtenha isso no palco; no palco temos outros tipos de experiências. Podes ficar extremamente emotivo, por isso é muito recompensador no imediato. Eu creio que gosto mais de compor.

MT: É mais espontâneo ou tens mais liberdade?

TE: Tens mais liberdade para fazeres o que quiseres. Geralmente, tocar em eventos como estes é sempre: estás 30 minutos a fazer isto, 30 minutos a fazer aquilo e de repente há merda? Um ataque cardíaco! E eu odeio viajar. Adoro o estar nos locais, mas odeio a parte de entrar num avião.

MT: Sim: como é que gerem todo este viajar com famílias, namoradas?

TE: Nós conseguimos! Devias perguntar-lhes a elas, na verdade. Nós estamos aqui a beber cerveja, não é nada complicado!

MT: Pronto, é tudo. Estou-vos muito grato pela entrevista e espero ver-vos no palco a rebentar isto.

TE: Obrigado!

RZ: Prazer em vos conhecer!

Por Marco Trigo e Sílvio Jesus, em colaboração com a ROCK HEAVY LOUD
Com Tom Englund e Rikard Zander

Thanks to the fact Evergrey were in Portugal for Vagos Open Air, we took the chance to meet the guys backstage for an interview… well, it was more of an informal chat with Tom and Rikard, for the most part, but also with former Royal Hunt guitarist Marcus Jidell and former Therion bassist Johan Niemann.  Beers were had, beer was talked about, there was laughter and I and Sílvio had the privilege of meeting these very stand up and funny guys. We hope you will forgive us for leaving out so many of the funny, sordid parts, as those were just five scallywags having fun, and will enjoy this interview anyway, at least as much as we enjoyed doing it.

Marco: Hi guys. First of all I hope you are enjoying your stay in Portugal.

Tom Englund & Rikard Zander: Yes, absolutely!

MT: How is the weather, compared to that of your homeland?

TE: Pretty much the same, actually. We have been having a pretty hot summer in Sweden. When we left it was like 27 degrees, so…

MT: So you think it’s a good day to rock hard?

TE: When it’s hot, you mean? It makes it harder to rock!

MT: Since it’s very hot, I have to ask you if you enjoy more playing more live in festivals like this or in closed venues.

RZ: Oh, both are fantastic. On tours we play in small venues, so I mean, as long as we can do both, it’s great.

TE: I mean, it’s of course nicer to sit outside in the Summer than in some shitty dressing room in Germany in the Winter. It’s raining and snowing. And it’s nice to meet all the other guys, you now: the fans we have, the other bands, stuff like that.

MT: I’ve been following your career since the beginning and you play a very unique mix of Power and Progressive Metal. I was wondering how much you let yourselves be influenced by other bands or how much you isolate yourselves and create your music from within.

TE: First of all, I came from a Death Metal background, so that’s what I wanted to incorporate into Evergrey, but we the melody, and a “normal” type of singing, and still maintain a darkness aspect of it. We never sounded like anybody else, which has been not to our advantage all the time anyway, but we have always been unique in a way. If you set out thinking “I want to sound like Rammstein”, your mind is set on what you want to do, but if you create music I think it always comes from within. From that, you’re always influenced by all the bands you listen to in your life, so you can find pieces of Iron Maiden, Pink Floyd, Europe and whatever… Motley Crüe not so much! All these aspects are in Evergrey’s music because you’re influenced by everyone else.

Sílvio Jesus: So it’s not just a band, but all your life that has influenced you into making this unique sound.

RZ: I think we let ourselves be influenced by anything and then in the end, when it comes to tones, vocals, it sounds like Evergrey anyway.

TE: Yes, it’s like it passes like some sort of Evergrey filter.

MT: One thing I always noticed while reviewing your albums is that you guys always made lyrics that mattered. It’s not about the usual metal clichés. What are your messages? What do you want to transmit to the fans?

TE: Well, I write about things I’ve been experiencing myself, and I have not been fighting dragons with swords, and I have not slept with 200 girls on the Sunset Boulevard either, so I’ve done other stuff.

SJ: The boring stuff!

TE: Oh I’ll cut my wrists!  But I mean, of course the lyrics have always extremely important for me. The lyrics are just as much an art as music is, but it’s my personal view. I think set your mind to discover and get into the lyrics, then it opens up a bigger world that you can, you know: devour.

MT: You’ve made a point of stating that nowadays it’s harder to live from music. Are you seeing that shift in the music business?

TE: Definitely! You see it in everything, from album sales to the advances you get from making albums. I mean, for us it’s down by a third! We got really great advances before because we were able to make great deals, you know? And nowadays it’s impossible because the market has changed, so we can’t demand that, because it won’t work. I think something will happen in the industry where someone comes up with some idea of who should pay us, you know? Either the computer companies for contributing to the downloading… but yes, it’s a major difference from seventeen years back.

MT: Seventeen years is like a second. The business is progressing that fast?

TE: Yeah, but I mean… the last two albums, so what is that? Five Years? Then it became very rapid.

MT: So now you have to find…

TE: Find new ways to make money, you know? Not give away stuff to the label, say we keep the rights for everything like other countries and licences to other countries. You make the same amount of money, maybe, but have to deal with many kinds of people instead, which is a pain in the ass.

MT: Do you feel a few years ago you were making music for the music alone and now the music is just sort of showcasing your shows and you have to play live more, sell more merchandise?

TE: Well no, but what we want is to be able to do this. It takes a certain amount of time, which is 24 hours over 24 hours recording an album but it takes maybe 2-3 months of fulltime writing to make everything out. And then on top of that you have to record it. So of course, we’re five grownups with families and we have to pay, you know? So it’s impossible to make an album out of air, and that’s why we are in a position right now where we are deciding what we want to do; if we are going to make another album, in the terms of making it with a record label, or if we are going to release it ourselves on Facebook, or whatever. In a way there are much more possibilities right now. You just have to find the right way.

SJ: It’s a more hands-on approach.

TE: We already do that, with the sponsoring, production and whatnot.

MT: With new technologies you have piracy, but you also have Facebook or Youtube, so you think you can go around the losses and compensate?

TE: I’m positive there’s a way to do so. We have made seven or eight music videos and in the beginning we got huge amounts for making videos and now it’s impossible because nobody watches them other than on Youtube. So it’s stupid to spend 50,000€ on a video, rent a very expensive camera because you want to have the picture looking extremely great, and then watch it on your iPhone… That’s… that’s great value for money! And the song? Great song, yeah…

When it’s starting to tear out your artistic heart, making music, then I have a problem making music.

MT: A few years ago I was interviewing Silent Force and they were sort of let down that they spent so much time making an album for people to listen to it on crappy mp3 players. Do you feel the same?

TE: Today there are so many great, different, headphones out there, so I prefer to listen to CD’s all the time in my headphones (CD’s… do they even exist?). The problem like 5-8 years ago was that people downloaded music and made it into 128kpbs and sounded like shit and then they complained about the production, open and wide: “oh this production sounds like shit”. First they download the album beforehand, and then they judge five months of work in two minutes of listening to a shitty mp3 album.

It’s like watching a full blown movie on a small black and white TV with no sound.

MT: A question I would like to make is that for “The Glorious Collision” the band received three new members. That changed the way you make music, the way you compose?

TE: Yeah, of course! I mean, 60% of the band left, so of course it changed the aspect of how Evergrey would sound on “The Glorious Collision” album, no matter how much anybody else wrote. I mean, Marcus (Jidell, guitar, ex-Royal Hunt) contributed two or three songs, but everybody contributed by just being there, but of course it has a great effect having two members who wrote a lot of music that left.

But on the other hand, me and Rikard started writing, which brought out a new aspect of Evergrey and then I started writing with Marcus, so there again it sounds like Evergrey, but it sounds different.

MT: An evolution?

TE: Yes.

MT: Some bands are afraid of instability but you’ve been through a lot of line-up changes: that means evolution also.

TE: Absolutely! I mean, Evergrey has never sounded the same from one album to another; there are not two albums that sound alike. There are either venue changes, studio changes, writing changes, I improved my voice, we improved our playing, we were young when we started, so this progression has been going on all along anyway, so it’s like when I read “oh my God, this sounds completely different”… yeah! Like any other album!

MT: For the other guys how has it been playing with the band?

TE (to Johan Niemann, bass): Do you want to go back to Therion?

Johan Niemann: Nooo…

MT: I was asking how is it like to be playing with Evergrey?

JN: Horrible! No, it’s great, we have a lot a fun and hopefully we will start working on new albums soon, so yes, it’s fun!

MT: And I wanted to ask you that: are you going to work on an album anytime soon or are you’re really busy touring?

TE: We’re not busy at all. It’s been two and a half years since we released the “The Glorious Collision” album. We said “OK, we will do the gigs we get this year”, so we’ve just been happy to play at all this summer. Now we’ve been trying to decide what to do for half year, but I think we’re getting closer to a decision.

RZ: We know how much effort it takes to make an album, so we have to be really prepared and focused to say “OK, let’s start”, because then we have to put so much time into it. We can’t do an album halfway, we have to do it fully if it’s going to be anything.

MT: Are you going to release it independently?

TE: You said album, I don’t even know.  We talked about releasing songs: maybe release one song in August, one in November, one in the December… Because it’s not like Evergrey has to prove anything to anyone. We’re not trying to gain so much more audience; it’s impossible for us and we have already set our standard in a way. I think it could be cool to release one song.

MT: What part of the music do you love the most: the composing and writing, or playing live?

TE: That’s an impossible question to answer. It’s sort of like sex: which part of sex do you like? When you come or the actual fucking? I like both!

RZ: When we started you guys talked about it, we make albums so we can go out and play, but when we are in the process of making or writing that’s great as well. But for me, personally, nothing tops the live part of it. That’s what I love the most.

TE: I think I like the composing part more, when you’re in that part when it happens: “ah!”. I don’t think I get that on stage; you get other kinds of experiences on stage. You can get extremely emotional, so it’s very rewarding in the immediate. I think I like composing more.

MT: Is it more spontaneous or do you have more freedom?

TE: You have more freedom to do whatever you want. Usually, playing in events like these it’s always: you’re 30 minutes doing that, and 30 minutes doing that and then something fucks up? A heart attack! And I hate the travelling. I love being at the places, but I hate the actual going on an airplane.

MT: Yes: how do you guys manage all the travelling with families, girlfriends?

TE: We manage! You should ask them how they manage, actually. We’re here drinking beer, it’s not that fucking hard!

MT: Well guys this is it. I’m very thankful for the interview and I hope to see you on stage ripping this shit up.

TE: Thank you!

RZ: Nice to meet you!

By Marco Trigo & Sílvio Jesus in collaboration with ROCK HEAVY LOUD
With Tom Englund & Rikard Zander

Leave a Reply

Your email address will not be published.