Apresentação do álbum “Humans” dos Primal Attack na República da Música e, desde cedo, antevia-se uma grande festa. Cinco bandas do underground português eram mais que razão para se deslocarem à sala nesta noite, como muita gente o fez.

Eram cerca de 20h45 quando os Kapitalistas Podridão deram início a esta grande noite. Com músicos de bandas como Seven Stitches, Canchroid e Cryptor Morbious Family, fora o primeiro concerto desta banda de death metal cantado na língua de Camões e logo se notou a experiência que os músicos têm em cima de palco, com Bixo Carlos na guitarra e voz a debitar letras como ‘Sanguessugas Estrupadoras’ e ‘Podridão Nacional’. Foi uma actuação poderosa e que, apesar de o som estar um pouco estridente, não impediu o publico de mostrar as primeiras movimentações. Seguiram-se os Diabolical Mental State com o seu thrash/groove metal. O quinteto de Lisboa entrou em palco com muita garra e sempre a puxar pelo público que nesta altura já começava a aparecer em maior quantidade. Boa presença com o vocalista Fanã sempre a tentar cativar os presentes que foram respondendo com circle pits e mosh, culminando na última faixa em que ficaram mesmo dois fãs a cantarem sozinhos os instantes finais.

Os Revolution Within são daquelas bandas que já não têm nada a provar. Sempre com actuações irrepreensíveis e com grande pujança… e este concerto não foi excepção. A banda do norte entrou em palco ao som de da introdução ‘Disappearance’ do seu mais recente álbum, “Straight From Within”, e a partir dai foi sempre a abrir. Ouviu-se ‘Silence’ do primeiro álbum e houve ainda tempo para Hugo Andrade, dos Switchtense, vir cantar a malha em que colaborou no segundo álbum. E como o próprio disse «vamos puxar o gatilho», viria aí ‘Pull The Trigger’ que pôs toda a gente a mexer. Chegou a vez dos grandes Switchtense. A banda da Moita não sabe dar maus concerto e ponto. Assim que entraram em palco tinham o público na mão. Foi assim o concerto todo, sempre com uma intensidade brutal, sing alongs, stage dives e muito mosh. Tocaram malhas dos dois álbuns como ‘Face Off’, ‘Unbreakable’, ‘Second Life’, ‘Into The Words Of Chaos’ e ainda foram buscar duas músicas novas – ‘We Will Always Be The Same’ e ‘The Right Track’, extraídas do lançamento de décimo aniversário. Hugo encontra-se sempre a puxar e a incentivar o público (grande frontman!) e acabaram o concerto com ‘Infected Blood’, para delícia dos presentes.

Os Primal Attack são um colectivo recente (do início de 2012) mas a categoria que têm em palco é um coisa impressionante. Têm uma coesão excelente, uma secção rítmica óptima, solos com grande técnica e precisão e Pica é um vocalista de alto nível, como já tinha provado nos Seven Stitches. Tocaram o álbum na íntegra numa festa que era deles e que não podia ter corrido melhor. Grande concerto da banda com um público que sabia a maior parte das letras e que ajudou a cantar sempre que pode. Hugo Andrade voltou ao palco, desta vez para cantar ‘Despise You All’. No final do concerto, o público tanto insistiu que a banda voltou para repetir uma música – tornou-se visível a felicidade quer da banda quer do público. Em resumo foi um grande concerto e é um grande álbum de uma banda que promete dar que falar e muito no underground nacional!

Fotos e Texto: Tomás Lisboa
Agradecimentos: HellXis

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