Sem dúvida alguma, os discos seguintes são dois dos álbuns mais importantes da década de 70 e decerto dois dos melhores álbuns, não só do rock progressivo mas também da história da música.

Rainbow – 1976 – Rising

Este é um álbum mencionado num dos especiais publicados há algum tempo atrás, Especial: Ritchie Blackmore, em que relevo principalmente a qualidade técnica do “mestre dos mestres” que colocou este álbum num novo patamar musical. É claramente um dos poucos álbuns perfeitos existentes na história da música e um dos mais importantes para a afirmação do rock progressivo como género de excelência.

Em termos técnicos é muito provavelmente das mais doentias e fantásticas obras musicais alguma vez compostas, principalmente, lideradas pela bateria de Cozy Powell e pelos sábios riffs e solos de Ritchie Blackmore. Juntamente com Ronnie James Dio, Jimmy Bain e Tony Carey, respectivamente, na voz, baixo e teclado, os Rainbow conseguem demonstrar um dos mais espectaculares trabalhos colectivos alguma vez realizados pela banda.

RainbowRainbowRisingLista de faixas para Rising:
01. Tarot Woman
02. Run With The Wolf
03. Starstruck
04. Do You Close Your Eyes
05. Stargazer
06. A Light In The Black

Apesar de ser um dos mais progressivos, o disco contém também um rock “comercial” com faixas de puro hard rock, com “Run With The Wolf”, “Starstruck” ou “Do You Close Your Eyes”, em oposição com as progressivas “Tarot Woman”, “Stargazer” e “Light In The Black”, estas duas últimas são claramente uma demonstração ao mais alto nível da qualidade técnica do grupo. Como disse anteriormente, é simplesmente perfeito tanto ao nível técnico, exibicional e de produção com Ritchie Blackmore como líder supremo.

Rainbow – Rising (álbum na íntegra)

Grateful Dead – 1975 – Blues for Allah

Apesar de serem duas bandas diferentes e de estes dois álbuns serem diferentes, numa coisa eles são semelhantes, o elevado nível técnico que ambos os discos demonstram. Grateful Dead são um dos mais cruciais grupos do rock progressivo, na minha opinião, e apesar da banda se associar muitas vezes ao folk rock, hard rock ou blues rock, este álbum contém elementos que são claramente progressivos.

É outro excelente disco da melhor década que a música viveu, Blues for Allah foi lançado em 1975 e é na minha opinião um dos melhores discos da sua discografia. Todas as faixas são dotadas tecnicamente e apesar de não apresentar a mesma agressividade e velocidade que muitos álbuns progressivos da época, como Rising por exemplo, o disco não deixa de ter a alma progressiva e os complexos arranjos instrumentais.

Lista de faixas para Blues for Allah:Grateful_Dead_-_Blues_for_Allah
01. Help On The Way / Slipknot
02. Franklin’s Tower
03. King Solomon’s Marbles
04. The Music Never Stopped
05. Crazy Fingers
06. Sage & Spirit
07. Blues for Allah / Sand Castles and Glass Camels / Unusual Occurrences in the Desert

Confesso que pode não satisfazer os fãs mais fervorosos para ouvir riffs insanos e solos de “quebrar a cabeça”, mas é claramente um dos mais bem-sucedidos álbuns com um rock progressivo diferente do que se fazia à altura e com uma excelente produção musical, criativas composições escritas e uma performance de “encher o olho”.

Grateful Dead – Blues for Allah (álbum na íntegra)

// João Braga

One Response

  1. guilherme

    na moral cara, blues for allah não é prog… Tudo bem que as faixas são longas, tem umas jams cavernosas e etc, mas não é prog. Muitos cds do Dead tem uma pegada igual, ou parecida a este e nem por isso são progressivos

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