A data era 13 de Abril de 2013 e a noite era de celebração. Convidadas estavam duas famílias do Underground nacional que outrora eram bastante afastadas, mas que com o tempo se foram aproximando cada vez mais. Falamos claro, do Metal e do Hardcore, duas “entidades” que muitas vezes se confrontam mas que convergem cada vez mais, quanto mais não seja quando há motivo de celebração. E este era, nesta noite de Abril, o do lançamento do novo álbum de Gates Of Hell. Era de esperar, por isso, o caos no público presente.

E foi a incentivar esse mesmo caos que os lisboetas Grankapo começaram a sua actuação. Perante um público que apenas ia chegando com o concerto já a decorrer, nem por isso a banda de Hardcore desanimou, apresentando uma fúria e energia praticamente sem interrupções que, já perto do final do concerto, iria acabar por contagiar o público, fazendo surgir as primeiras sessões de pancadaria da noite. De resto, apenas a destacar a aparente falta do baixo no som da banda, um problema técnico que fez com que este permanecesse praticamente inaudível durante todo o concerto.

E foi precisamente com uma elevada proeza técnica que os The Ransack apresentaram, de seguida, o seu Death Metal. A banda de Barcelos aproveitou um público já bem “aquecido” para criar um ambiente de crescente violência na sala 2 do Hard Club. Um concerto muito competente, com um som bem equilibrado, que apenas pecou por ter algumas interrupções que, por vezes, se tornavam demasiado prolongadas.

Estas paragens não fizeram , no entanto, com que o público arrefecesse. E isso foi algo que se notou desde início no concerto dos cada vez mais populares For The Glory. Sendo este o concerto com a sala mais cheia, não seria de estranhar o mosh do primeiro ao último segundo, acabando este por culminar numa invasão de palco na última música. Com um som extremamente equilibrado, a banda acabou por cativar muitos dos presentes, elevando os níveis de energia para patamares muito elevados.
Patamares esses que couberam às “estrelas” da noite, os Gates Of Hell, manter. Uma missão que poder-se-ia afigurar de difícil mas que, com o som grave das 7 cordas da dupla de guitarristas, e misturando temas do novo álbum com temas mais antigos, acabou por se simplificar. Mais um bom concerto que, apesar de ter uma plateia mais reduzida que em For The Glory, acabou por fechar a noite em beleza e com o público a pedir por mais.

Texto por: João Vinagre
Fotografia por: Rita Mota

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