Rammstein, uma das bandas de maior sucesso de todo o mundo esteve de regresso a Portugal, mais concretamente ao Pavilhão Atlântico, em Lisboa, 3 anos depois da sua última actuação em solo nacional no Rock in Rio 2010. Com o recinto muito bem composto, deram o seu segundo concerto da “Made in Germany Tour”, que se havia iniciado em Espanha, dois dias antes do espectáculo em Portugal. E espectáculo é a palavra certa para se definir o que a banda alemã fez em terras lusas.

Para quem já viu, e mesmo para quem este concerto foi uma estreia, sabiam o que os esperava no Pavilhão Atlântico “um espectáculo dentro do próprio espectáculo musical”, sempre controversos nos temas das suas músicas e usando muita pirotecnia (desde malabarismos com o fogo, a foguetes e chamas a saírem de tudo aquilo que era ulilizado e das infra-estruturas do palco). Esta mistura de Industrial Metal com pirotecnia tem sido um sucesso e não foi nesta tour mais recente que isso mudou.

A primeira parte do concerto ficou a cargo do DJ Joe Letz, que com o tema da tour “Wir halten das Tempo”, deu início à contenda, numa abertura de cerca de trinta minutos com remixes de conhecidas músicas dos Rammstein.

O público, que esperava ansiosamente pela chegada da banda, ficou em delírio quando “Doom” Schneider deu o mote para início da primeira música “Ich Tu Dir Weh”, por detrás de uma grande cortina de fumo que se foi adensando com a descida do vocalista Till Lindemann, por uma espécie de elevador.

O seguimento, foi com uma cadeia de faixas que fizeram sucesso ao longo dos tempos, começando em “Wollt ihr das Bett in Flammen sehen?” até à famosa “Feuer Frei!”, com os lança-chamas. “Wiener Blut” foi após estas, e sendo menos conhecida foi usada como descanso deste ínicio diabólico pelos espectadores.

Até ao encore, de realçar “Mein Teil”, que foi uma das faixas mais espectaculares da noite, com muito fogo e sempre com a encenação do teclista dentro de uma panela gigante, onde “pegou fogo”, às mãos de Till Lindemann. Realçar também “Benzin”, onde um elemento do público escolhido ao acaso, devidamente protegido como é óbvio, foi posto a arder pelo vocalista, e ainda o mega-êxito “Du Hast” que toda a gente (literalmente) cantou em uníssono. Uma palavra para “Mein Herz Brennt” que foi tocada numa nova versão só com piano como acompanhamento, que mostrou a qualidade que o teclista e pianista Christian “Flake” possui, visto não se ter notado qualquer diferença da versão de estúdio para a versão ao vivo. “Buck Dich” surpreendeu muita gente, porque foi encenada de uma maneira que já não se via à muito tempo. Com o simulação de um acto sexual entre Till e Flake (os suspeitos do costume).

Depois de uma falsa despedida do público, regressaram para a última parte do concerto, que terminou com a sempre controversa “Pussy”, a espalhar pelo público um mar de espuma através de um objecto fálico gigante.

O concerto terminou, e a presença dos Rammstein em Portugal e o show que proporcionaram, fizeram a muitas daquelas pesssoas passar uma noite memorável, que dificilmente esquecerão.

Carlos Ribeiro

Foto cedida por: Jorge Botas

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