“Finalmente”. Este era o pensamento de todos aqueles que entraram ontem na sala 2 do Hard Club para assistir à tão antecipada vinda do quarteto germânico Tankard. Um concerto esperado desde há dois anos, altura em que foi adiado, e que contou também com a presença de duas bandas nacionais que praticamente dispensam apresentações.

E foi o Thrash/Death clássico dos Buried Alive que abriu as hostilidades. Foi perante uma casa ainda a encher, com alguma gente ainda no exterior do edifício, que, com uma boa mas curta performance, debitaram a sua pujança, aquecendo o público presente para a festa que estava para vir.

Com uma sala agora bem mais composta, seguiram-se os Web, banda que o público nortenho conhece mais que bem. Como habitual, foi uma boa performance da banda, e nem mesmo alguns contratempos impediram que o mosh fosse aumentando de intensidade. De destacar ainda o “Boa noite Metalpoint!”, uma gafe que deixou toda a sala a rir.

O que estava para vir era, no entanto, muito mais intenso que qualquer um dos dois concertos anteriores. Tocando quase 2 horas, os Tankard criaram um ambiente completamente 80’s, em que desde o primeiro minuto existiram crowdsurf e mosh constantes, em que até se incluiu uma cadeira de rodas. Uma actuação sem contemplações da banda, com uma setlist recheada de clássicos, contando também com uma grande interacção com o público (em que Gerre ora elogiava e acariciava as mulheres portuguesas, ora oferecia cervejas a quem pedia). Como cereja no topo do bolo, Gerre atira-se para o crowdsurf no final do concerto, concerto esse que, sem dúvida, ficará para a história.

Reportagem de João Vinagre

Fotografias de Rita Mota

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