Apesar do tempo cá fora, e do habitual frio trânsito de sábado à noite pela zona de Santos, o Paradise Garage recebeu no domingo passada uma noite quente, cheia de velocidade. O local escolhido foi uma boa alteração por parte da Prime Artists, permitindo ao público ter uma experiência mais intimista com os músicos (algo bastante importante para os mais novos guitarristas que abundavam e que têm Herman Lee e Sam Totman como ídolos).

Os Kissin’ Dynamite subiram a palco e subitamente levaram todos os presentes de volta aos anos 80. As influências do Hair-Metal de bandas como Motley Crue é evidente e é sem dúvida uma banda com uma presença curiosa, mesmo para os metaleiros que não apreciam muito o género. A meia hora de actuação serviu para apresentarem o seu álbum “Money, Sex & Power” , tendo o seu ponto mais alto em “I Will Be King”.

De seguida foi a vez dos Huntress tomarem o palco. Com um som bastante mais sombro a roçar o Black Metal, os Huntress aproveitaram o seu tempo de antena para apresentar os seu trabalho mais recente, “Spell Eater”, tocando 8 faixas do mesmo. O ponto alto do concerto deu-se ao tocarem o single homónimo do álbum. No geral a banda foi bem recebida e a vocalista Jill Janus mostrou-se contente com a actuação.

Depois de uma curta espera, finalmente o tão esperados Dragonforce entrarem em cena. Agora renovados pela saída de ZP e com Marc Hudson como frontman os Dragonforce apresentaram uma performance muito mais “metal” que anteriormente. O som foi a principal desvantagem (embora já em Huntress não estivesse a 100%) mas pouco mais se pode apontar à banda que se mostrou comunicativa e feliz por cá estar(vá, talvez o facto de o teclista ter inspirado o seu novo look na personagem Bane do Batman).

A setlist passou pelos temas mais importantes da sua carreira como “Through the Fire and the Flames”, mas também serviu para apresentar te mas do novo álbum como o electrizante “Cry Thunder” e  “Holding On”.
Depois de quase uma hora e meia de espectáculo o público mostrou-se bastante satisfeito com o espectáculo e embora a casa não estivesse cheia fez-se a festa.

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