DEFTONES – “Koi No Yokan”

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Dificilmente uma pessoa que visite este site nunca teve um mínimo de contacto com Deftones. Emergidos numa fase focada no nu metal, os Deftones aproveitaram a ocasião para se mostrarem e ao mesmo tempo para crescerem. Mais experimentais, alternativos e ambientais do que a maré, a banda tem até hoje uma carreira muito coesa. Depois de uns anos atribulados devido ao acidente que deixou o baixista Chi Cheng em coma, a banda seguiu em frente com Sergio Vega e pasmou a crítica com “Diamond Eyes”. Dois anos e meio depois, dizemos sem cerimónia: “Koi No Yokan” veio para surpreender ainda mais.

“Koi No Yokan”, japonês para «antecipação de amor», é um título fiel ao conteúdo. Em escassos minutos os Deftones conjugam o seu dinamismo com violência e atmosfera q.b., com as curiosas e inovadoras contribuições de Vega no baixo, ganhando um protagonismo maior do que tinha como membro temporário em “Diamond Eyes”. Também estão menos cuidadosos com aqueles riffs poderosos das oito cordas de Carpenter e mais ligados a uma estrutura melódica, sendo que cada uma das faixas acaba por prender o ouvido por um ou outro elemento – como a introdução ambiental de ‘Leathers’ ou os barulhentos riffs de ‘Poltergeist’ – mas a tendência de fundir o pós-rock com os tons barítonos das guitarras provoca uma vasta gama de paisagens, conseguindo alternar entre dois distintos cenários em menos de um minuto. Para isto resultar existe um elo de ligação: a versátil voz de Chino Moreno, com uma abordagem gritante, sofrida, apaixonante e mais sincera do que nunca. E em certos pontos de “Koi No Yokan”, é difícil identificar qual dos membros brilha mais: Stephen Carpenter mói, Sergio Vega transmite texturas de grande acabamento, Frank Delgado salpica fascinantes tons no seu teclado e Abe Cunningham lança uma série de inesperadas corridas rítmicas com uma enorme elegância. A grandeza sinfónica de ‘Rosemary’, o conforto de ‘Entombed’, as acrobacias espaciais de ‘What Happened To You?’ e a melodia start/stop de ‘Gauze’ são boas razões para uma série de escutas a este disco.

Tal como qualquer outro álbum que foi lançado desde então, será terrivelmente comparado a “White Pony”. Sinceramente não há necessidade em perder tempo com isso, pois “Koi No Yokan” transporta-nos para outro tipo de pensamentos.

// Nuno Bernardo

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[/one_half] [one_half_last] País
E.U.A.

Membros
Chino Moreno – Voz, Guitarra
Stephen Carpenter – Guitarra
Sergio Vega – Baixo
Frank Delgado – Samples, Teclados
Abe Cunningham – Bateria

Alinhamento
Swerve City | Romantic Dreams | Leathers | Poltergeist | Entombed | Graphic Nature | Tempest | Gauze | Rosemary | Goon Squad | What Happened To You?

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