MUTILATION RITES – “EMPYREAN”

[Álbum / Prosthetic Records / 22 Maio 2012]

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Este é o álbum de estreia de Mutilation Rites, banda sediada em Nova Iorque com apenas três anos de existência. Neste ano de 2012, “Empyrean” foi até o seu terceiro lançamento, surgindo após o registo de dois EPs – “Devoid” pela Forcefield Records e “I Am Legion” pela Gilead Media. De notar que em nenhum destes trabalhos surge uma faixa de “Empyrean”, que acaba então por ser o produto final de consecutivos lançamentos de demos, splits e EPs. Este surge pela Prosthetic Records e não são precisos muitos minutos para perceber da grandeza e da importância que este ano terá ou já tem na cena norte-americana virada para o black metal.

Embora um pouco diferente dos anteriores EPs, este “Empyrean” é um daqueles discos negros e altamente desmedidos. Antes de mais, as raízes no thrash mais vintage e no punk proporcionam um núcleo diverso e capaz de se expandir e agradar a diferentes públicos. Com um ambição artística e uma produção cristalina, os Mutilation Rites deverão tocar primeiro a uma camada mais elitista que segue a cena USBM.  Mas passemos à escuta. É com ‘A Season Of Grey Rain’ que o álbum tem início e tiram-se os primeiros sinais: a voz é dura, a banda apresenta os seus melhores riffs à Darkthrone e há melodias que nos podem empatar a cabeça durante várias vezes ao dia. Há mais do que isso: ‘Realms Of Dementia’ apresenta um conjunto de ideias cheias de groove e as suas linhas de guitarra, baixo e bateria flamejam muito alto antes dos relâmpagos de ‘Ancient Bloodoath’. Como se de um vórtice se tratasse, somos sugados para um vasto e infernal campo de condenação. Quase como se os Wolves In The Throne Room e os Watain se tivessem juntado para celebrar o género. E como se não bastasse, ‘Fogwarning’ é mais um malhão, ‘Dead Years’ parece sugerir que a banda andou a reescrever riffs de Megadeth num quarto escuro e ‘Broken Axis’ termina “Empyrean” de um modo vulcânico, com a sua lava toda extraída e com imenso ruído.

É impossível obrigar um leitor a ouvir um certo disco. No entanto, pode-se sublinhar que este é um dos discos obrigatórios de 2012 para quem aprecia minimamente black metal. Esperemos agora por mais… pois isto é apenas a estreia. Uma malvada estreia.

[87/100] // Nuno Bernardo
Análise submetida a novo sistema de classificações

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E.U.A.

Membros
George Paul – Voz, Guitarra
Michael Dimmitt – Guitarra
Ryan Jones – Baixo
Justin Ennis – Bateria

Alinhamento
A Season Of Grey Rain | Realms Of Dementia | Ancient Bloodoath | Fogwarning | Dead Years | Broken Axis

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