Na passada quarta-feira os britânicos Paradise Lost regressaram ao nosso país, para um concerto no renovado Paradise Garage, a propósito do lançamento do mais recente álbum Tragic Idol. A abertura ficou a cargo dos suecos Soen, banda composta por Martin Lopez (ex Opeth) e Steve DiGiorgio (ex Death/Testament), que apresentaram o seu único álbum de originais, Cognitive.

 

Soen

Os suecos Soen abriram as hostilidades numa sala que se ia compondo aos poucos. Abrindo com “Fraktal”, foram mostrando o seu álbum Cognitive ao longo da noite, fugindo apenas a duas faixas do mesmo nesta primeira presença em Portugal.

O primeiro pico deste concerto deu-se na faixa “Oscillation”, onde a bateria de Lopez realmente fez oscilar a sala e os presentes, mostrando que a sua lesão já há muito não o incomoda. A fechar com “Slithering” e o single do álbum, “Savia”, os suecos depararam-se com um público bastante fiél, tendo em conta o tempo de existência  do trabalho da banda.

Mais tarde, em conversa com o guitarrista da banda (Kim Platbarzdis), foi-nos dito que embora admitam a influência clara de bandas como Tool e Opeth, isso não é algo que os incomode porque… “we have to listen good music to make good music”.

Os Soen são, sem dúvida, uma banda que promete algo grandioso, não fosse um super-grupo formado por Martin Lopez (ex-Opeth), Steve Digiorgio (ex-Death/Testament) e Joel Ekelöf (ex-Willowtree).

Setlist: Fraktal | Delenda | Last Light | Oscillation | Canvas | Slithering | Savia

Diogo Oliveira

Paradise Lost

Após uma mudança de palco algo demorada, foi ao som de “Desolate” que surgiram os Paradise Lost, perante uma sala completamente cheia. Seguiram-se as músicas “Window”, do álbum Icon de 1993, “Honesty in Death” e “Erased”, que pareceu finalmente acordar o público. Os temas escolhidos atravessaram a imensa discografia da banda (com destaque para o mais recente álbum, Tragic Idol, lançado este mesmo ano) e pareceram fazer as delícias dos presentes. Houve ainda tempo para pedidos, ao que o público respondeu em uníssono: “Pitty the Sadness”! Em “As I Die” a voz de Nick Holmes deixou de se ouvir, enquanto os presentes cantavam em o tema do álbum Reflection, de 1999.

Depois dos treze temas inicias, a banda voltou para o encore, que incluiu os temas “One Second”, “Fear of Impending Hell”, “Faith Divide Us, Death Unite Us” e “Say Just Words”, ao qual o público respondeu entusiasticamente, fechando em grande o concerto.

Apesar de alguns imprevistos técnicos, que de resto afectaram também a banda de abertura, faltou um pouco mais de presença por parte da banda (presença essa, que nem um comunicativo Nick Holmes conseguiu colmatar).  É certo que o concerto, para alguns, terá certamente ficado aquém das expectativas, mas penso que, na generalidade, não terá desiludido quem se descolou até ao Paradise Garage. Resta esperar por um melhor regresso dos Paradise Lost, talvez, quem sabe, num futuro muito próximo.

Setlist: Desolate | Window | Honesty in Death | Erased | Forever Failure | Soul Corageous | In This We Dwell | Paise Lamented Shade | Pity the Sadness | As I Die | Symbol of Life |T ragic Idol | The Enemy

Encore: One Second | Fear of Impending Hell | Faith Divide Us, Death Unite Us | Say Just Words

Rita Cipriano

Reportagem por Rita Cipriano e Diogo Oliveira.

Fotografias de Diogo Oliveira.

3 Responses

  1. Rogério Rocha

    resta dizer que para quem já viu várias vezes os PL tal como eu, a voz do Nick nunca foi extraordinária ao vivo e com o decorrer dos anos foi perdendo a pujança que um dia talvez tenha tido. O facto de ser ele próprio a controlar o volume do micro, de usar truques de palco como afastar-se do microfone aquando das zonas que sabe q já n consegue atingir ou simplesmente incentivar o público a cantar de forma a “emudecê-lo” foram muito (talvez demasiado) recorrentes. Foi um bom concerto, mas boa ou má, afinada ou desafinada, gostava de ter ouvido mais a voz do Nick. Todos sabemos que já n consegue cantar assim tão bem fora de estúdio. Não é vergonha nenhuma. Só é lamentável que o tente esconder por detrás do volume dos instrumentos e do ecoar do público que lá foi para os ouvir e ver dar um concerto.

    Rogério Rocha

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  2. Rogério Rocha

    resta dizer que para quem já viu várias vezes os PL tal como eu, a voz do Nick nunca foi extraordinária ao vivo e com o decorrer dos anos foi perdendo a pujança que um dia talvez tenha tido. O facto de ser ele próprio a controlar o volume do micro, de usar truques de palco como afastar-se do microfone aquando das zonas que sabe q já n consegue atingir ou simplesmente incentivar o público a cantar de forma a “emudecê-lo” foram muito (talvez demasiado) recorrentes. Foi um bom concerto, mas boa ou má, afinada ou desafinada, gostava de ter ouvido mais a voz do Nick. Todos sabemos que já n consegue cantar assim tão bem fora de estúdio. Não é vergonha nenhuma. Só é lamentável que o tente esconder por detrás do volume dos instrumentos e do ecoar do público que lá foi para os ouvir e ver dar um concerto.

    Rogério Rocha

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